Grupo que sequestrou animais de refúgio ainda não foi identificado em Manaus, AM

Grupo que sequestrou animais de refúgio ainda não foi identificado em Manaus, AM
De acordo coma Semmas, os criminosos usam ferramentas para cortar as grades das gaiolas e furtar os animais (Foto: divulgação Semmas)

Quase um mês depois do primeiro registro em delegacia, a Polícia Civil do Amazonas ainda não conseguiu identificar o grupo criminoso que sequestrou 13 animais do Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheira, na zona leste de Manaus. A suspeita da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) é que eles foram vendidos em comércios clandestinos. O caso está registrado no 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Conforme informações da Semmas, os sequestros começaram a ser identificados no dia 25 de novembro, quando foram sequestrados três animais, sendo um tracajá, um jabuti e uma ave da espécie curica-roxa, que estavam em recuperação no centro cirúrgico. Já no dia 30, foi detectado um novo furto de dois gaviões carcará.

A última ação dos criminosos ocorreu no dia 3 deste mês, quando levaram dois tucanos, cinco papagaios e um gavião carcará. Agentes que atuam no refúgio ainda conseguiram frustrar um sequestro. Na ocasião, três homens tentavam levar três gaiolas com gaviões carcará. A Polícia Militar foi ao local, mas não conseguiu prender nenhum dos suspeitos.

De acordo com a Semmas, os criminosos usam ferramentas para cortar as grades das gaiolas e furtar os animais. Para o diretor de Áreas Protegidas da instituição, Márcio Bentes, a suspeita maior é que todos esses animais foram sequestrados para fomentar o comercio ilegal. “Tivemos cinco casos seguidos, isso denota que os criminosos estavam em busca das espécies que sabiam que iriam encontrar no Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres). Pelas espécies que foram levadas, tudo caracteriza que foram levadas para serem vendidas em comércios clandestinos”, frisou.

O diretor destacou que a multa para quem for flagrado com um animal das espécies que foram furtadas é de R$ 5 mil. “Daí já se tira uma base do quanto pode ser caro um animal desses no mercado e, é por conta disso, que queremos uma resposta dos órgãos de investigações competentes porque esses são casos graves”, destacou Bentes.

Por Carla Albuquerque

Fonte: D24AM

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