Guadalajara proíbe os circos com animais e o prefeito se questiona sobre o que fazer com o zoológico municipal

Guadalajara proíbe os circos com animais e o prefeito se questiona sobre o que fazer com o zoológico municipal
Em Guadalajara já não poderão ser vistas cenas como esta em um circo itinerante

Agora Guadalajara levou adiante sua moção com a que propunha a proibição de animais em cativeiro nos circos que passem pela capital alcarrenha, no México. A proposta foi apoiada pelo Grupo Socialista e também por cidadãos após ver incluídas algumas de suas sugestões formuladas em uma negociação.

Em defesa de sua tese, Susana Martínez, recordou que a proibição afeta a atividade com animais cativos quando se realiza seja em espaço público como privado, insistindo em que os circos itinerantes não garantem o bem estar animal.

Em contraposição, Jaime Camicero, se mostrou quase destemido na defesa do circo, “que evoluiu”. Considera que a moção sugerida impede a liberdade de escolha dos cidadãos, ao mesmo tempo em que assegurou que desde o município não foi percebido nenhum caso de maltrato animal em nenhum caso.

“Vamos proibir a ilusão de uma criança ao ver a um elefante”, argumentava solene Camicero. Para Susana Martínez, os pequenos têm muitas outras formas de aprecia-los, desde vídeos a suportes multimídia: “Não necessitamos exibir animais nem traslada-los em cativeiro de um local para outro”, enfatizava a conselheira de Ahora Guadalajara. “Mas você quem é para ensinar aos pais de Guadalajara onde querem levar a seus filhos? Vocês sempre a proibir e proibir”, enfrentando Camicero em uma nova intervenção. Em cidadãos, que tão pouco nesta oportunidade se colocou ao lado do Grupo Popular, Andrés Bachiller, aludia a Federação Europeia de Veterinários, que descarta que os circos itinerantes possam dar condições adequadas aos animais que utilizam; os dois conselheiros solicitam que sejam a Junta de Comunidades e o governo da Espanha que auxiliem na reconversão destas empresas, para prevenir, na medida do possível, os postos de trabalho neste setor.

O que acontecerá com o zoológico municipal?

Antes da votação, frente a seu previsível resultado, o prefeito de Guadalajara tomou a palavra para advertir que isto deverá concretizar-se em uma lei municipal, assim como é possível que feche o zoológico municipal em coerência ao que pode implicar a decisão tomada segunda-feira ao ter ali, naquele recinto, animais em cativeiro, muitos deles em jaulas.

“Vou começar a colocar as inversões, para não tirar o dinheiro da cidade em um local onde crianças e adultos contemplam lontras, macacos e outros animais”, chegou a colocar Román, quem sabe, não muito, convencido de suas próprias palavras.

“Sou partidário de assegurar o bem estar dos animais, mas preservando a liberdade das pessoas”, tentava resumir o prefeito de Guadalajara pouco antes de uma votação que o Grupo Popular e seus onze votos perderam frente aos catorze apoios somados pelo Ahora Guadalajara, PSOE e Ciudadanos.

Tradução de Nelson Paim


Nota do Olhar Animal: Sim, aqui a coerência é bem vinda. Que se feche também o zoológico que, assim como o circo, causa danos terríveis aos animais. O prefeito é autor desta pérola: “Sou partidário de assegurar o bem estar dos animais, mas preservando a liberdade das pessoas”. Preservar a liberdade das pessoas que querem causar mal a terceiros? Este pensamento vale também quando a vítima são os próprios humanos?

Fonte: La Crónica de Guadalajara

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