Há três voluntários a ficar com cão que atacou criança em Matosinhos, Portugal

Há três voluntários a ficar com cão que atacou criança em Matosinhos, Portugal
Foto: Getty Images

O grupo Intervenção e Resgate Animal (IRA) recebeu, em duas horas, três propostas de pessoas para ficar com o rottweiler que atacou uma criança de quatro anos esta terça-feira, em Leça do Bailio.

O grupo de resgate de animais vítimas de maus-tratos e negligência colocou um apelo no Facebook mostrando uma notícia da SÁBADO, sobre como o animal poderia não ser abatido,, mas há condições: o candidato à adopção deve ser maior de idade, não pode ter sido “condenado por crime contra a vida ou integridade física de pessoas, a título de dolo” e tem de subscrever um termo de responsabilidade. Só depois será aferido se pode dar “instalações, cuidados e atenção que tenham em conta as suas necessidades etológicas [de comportamento animal]”.

Só o Tribunal de Matosinhos poderá decidir o futuro do cão, cujas análises revelaram não ter doenças e ter “tudo em ordem”. Ricardo Castro, do canil municipal de Matosinhos, explica à SÁBADO que a decisão será tomada tendo em conta o parecer do veterinário municipal. O Tribunal também irá aferir as condições de vida e segurança do animal, uma avaliação que pode ser feita por um delegado de saúde, um funcionário do canil ou por uma associação de protecção dos animais.

Se o juiz assim o decidir, o animal até pode voltar a ser entregue ao dono. “Se fosse uma dentada normal, o dono seria identificado e o animal cumpriria 15 dias de quarentena até voltar a ser visto por um veterinário. Aí, a quarentena seria levantada. Mas nesta situação, não sabemos como vai ser”, contou Ricardo Castro. O caso foi agravado pela agressão do tutor ao pai da criança e pela omissão de auxílio: o tutor do animal fugiu.

Fonte: Sábado / mantida a grafia lusitana original


Nota do Olhar Animal: O cão é tão vítima do tutor irresponsável e criminoso quanto a criança, e assim deve ser tratado.

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