História trágica de um golfinho albino capturado pelo Miami Seaquarium mostra o custo real do cativeiro

História trágica de um golfinho albino capturado pelo Miami Seaquarium mostra o custo real do cativeiro

Por Cara Sands / Tradução de Alice Wehrle Gomide

“O golfinho branco era único, a criatura aquática mais valiosa no mundo” – Ric O’Bazzy, Behind the Dolphin Smile (Por trás do Sorriso do Golfinho).

Em 1962, o Miami Seaquarium, liderado pelo Capitão Gray, foi em uma expedição para Beaufort, Carolina do Sul, nos EUA, para capturar o que era considerado o único golfinho albino no mundo. A missão era bem secreta, já que a revolta do público contra a captura era evidente. Até mesmo no começo dos anos 60, cartas foram escritas para jornais locais e sentimentos foram desabafados em shows de rádio, tudo contra a captura deste lindo e  raro golfinho.

E, mesmo assim, sendo tão esquiva como ela provou ser, o time de Gray, que incluiu Ric O’Barry, capturou o golfinho fêmea no dia 4 de agosto de 1962, no 16º dia da expedição.

Apesar da legislação estadual da Carolina do Sul ter aprovado uma lei contra o abuso e/ou captura de golfinhos nas águas do Condado de Beaufort, nesse dia fatídico em agosto, ela foi vista nadando ao lado de outros golfinhos em águas não protegidas, seguindo um dos barcos de camarões na área. Este pequeno grupo também incluía seu bebê, que nunca saía de perto de sua mãe.

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Foi uma captura difícil, com a albina fazendo tentativas repetitivas de manter sua liberdade. Seus últimos momentos vivendo nas águas selvagens foram passados se debatendo em uma rede, ao lado de seu bebê. Após um total de 58 dias de perseguição em um período de 10 meses, a golfinho de dois metros e meio, 70 quilos, com olhos rosados e dentes negros finalmente se tornou propriedade do Miami Seaquarium.

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Da natureza para um tanque

Chamada de Carolina Snowball, ela era sua principal atração, presa em um tanque de US$ 100.000, completo, com uma janela de observação. Mas, ironicamente, ela se provou difícil de ser treinada, se recusando a aprender truques.

Três anos depois, ela desenvolveu uma infecção na base do sua cauda e morreu logo depois de uma variedade de sérias complicações médicas. Em comemoração, uma estátua de Carolina Snowball foi colocada na entrada do tanque principal, entretanto, é de nosso entendimento que ela foi movida para uma área de depósito.

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Seu bebê, chamado Sonny Boy, viveria outros 11 anos em cativeiro, morrendo no Seaquarium em 1973. A Carolina do Sul continua sendo o único estado que proíbe a exibição de golfinhos e botos.

Este post foi originalmente publicado no blog do Dolphin Project.

Fonte: One Green Planet

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