Homem é condenado a um ano de detenção por matar tatu-canastra na província de Chaco, Argentina

Homem é condenado a um ano de detenção por matar tatu-canastra na província de Chaco, Argentina
O tatu canastra é considerado espécie em extinção na província de Chaco.

A justiça chaquenha condenou um homem a um ano de detenção, suspenso, por matar a um tatu-canastra, espécie em extinção declarada por esta província como monumento natural provincial, pelo o que sua caça está proibida.

“A pena foi pronunciada pelo juiz no correcional da localidade de Castelli, Rubén Benítez, que decidiu condenar a Ramón del Pilar Couceiro e lhe impôs, além disto, regras de conduta” durante dois anos. Entre elas, de “abster-se de praticar a caça, possuir domicílio na cidade, não usar drogas nem abusar de bebidas alcoólicas, possuir uma ocupação, trabalho ou profissão, e fazer voluntariado comunitário”.

No julgamento foi exposto que “em 12 de junho de 2013, perto do meio dia, enquanto o acusado dirigia uma van em companhia de outras três pessoas, viu que passavam três tatus canastra, considerados monumento nacional”.

“Couceiro parou o carro e começou a perseguir o animal, agarrando primeiramente pelo rabo para logo golpeá-lo com um pedaço de pau e posteriormente bater com um machado na cabeça”, foi relatado, enquanto um advogado de direitos animais ressaltou que “é uma falha histórica e exemplificador para os animais silvestres de nosso país”.

“Estes fatos ferem profundamente os sentimentos da sociedade e a própria fauna silvestre, que é o que a lei deve resguardar”, destacou Pablo Buonpadre, presidente da Associação de Advogados e Funcionários pelos Direitos dos Animais (AFADA), que fez a denúncia.
O advogado afirmou que não se pode “seguir olhando para o outro lado enquanto os caçadores furtivos e traficantes de animais assolam os campos, lesionam a vida e põem em cheque a preservação de animais em vias de extinção”.

“A constituição do Chaco é sublime neste sentido quando em seu artigo 38 estabelece que todos os habitantes da província têm o dever de preservar, conservar e defender o meio ambiente”, concluiu.

Por sua vez, o veterinário Gustavo Solís, da ONG “The Conservation Land”, assinala que é “muito importante trabalhar a conscientização da população”.

“Se bem que nesta ocasião o exemplar de tatu foi sacrificado praticamente no ato, é importante que as pessoas saibam o grave dano que se faz a natureza com a matança de espécies autóctones”, afirmou.

Tradução de Nelson Paim

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