Homem é multado em R$ 74 mil por manter 74 aves silvestres em cativeiro em Franca, SP; vídeo

Homem é multado em R$ 74 mil por manter 74 aves silvestres em cativeiro em Franca, SP; vídeo
Papagaio e outras 73 aves silvestres mantidas em cativeiro foram levadas a viveiro em Franca, SP — Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

Um homem foi multado em R$ 74 mil, nesta quinta-feira (4), por manter 74 aves nativas em cativeiro, em Franca (SP).

Vídeo: Polícia Militar Ambiental apreende 74 pássaros silvestres em loja de ração em Franca, SP.
 
 Segundo a Polícia Militar Ambiental, o flagrante foi feito em uma loja de rações, na Vila São Sebastião, após denúncia. No local, além de alimentos para animais, eram comercializadas aves exóticas e para produção. Durante a abordagem, os policiais perceberam que também havia pássaros nativos no local.

Ao chegar aos fundos do estabelecimento, os policiais localizaram vários exemplares de aves silvestres mantidas presas. Imagens feitas pela patrulha mostram os bichos espalhados em gaiolas penduradas nas paredes dos cômodos. (Veja no vídeo acima)

De acordo com a polícia, o homem disse que recebia os pássaros de terceiros em troca de mercadorias da loja, o que configura escambo. Ele também informou que não tem licença de órgão ambiental.

Foram apreendidos 32 canários da terra verdadeiros, 16 trinca-ferro, 13 coleirinhos papa capim, três bigodinhos, quatro pássaros pretos, três pintassilgos de cabeça preta, uma pomba asa branca, um papagaio verdadeiro e um azulão, o único com anilha.

Comerciante foi multado em R$ 74 mil por manter aves silvestres em cativeiro, em Franca, SP — Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

As aves foram levadas ao Viveiro Transitório de Animais Silvestres (Vitas) para triagem e deverão ser soltas após avaliação. Segundo a Polícia Ambiental, com exceção do papagaio e do azulão, já domesticados, todas aparentavam terem sido capturadas recentemente.

O comerciante recebeu uma multa de R$ 74 mil por manter as aves ilegalmente e por obter vantagem financeira sobre elas.

De acordo com a polícia, o caso será encaminhado à Polícia Civil para instauração de inquérito por crime ambiental.

Fonte: G1

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