Homem mata cachorro com um pontapé em Indaiatuba, SP

Homem mata cachorro com um pontapé em Indaiatuba, SP
Foto: Werner Münchow

Um homem matou um cachorro com um pontapé no município de Indaiatuba, interior de São Paulo. O caso de agressão foi registrado e divulgado pela Associação Protetora dos Animais (Aprai) da cidade.

De acordo com Nazareth Silva, presidente da Aprai, a agressão ocorreu no início do mês, no Bairro Parque Residencial Indaiá, em plena luz do dia, diante de testemunhas. “Pessoas no local disseram que, no dia 3 de março, em torno do meio-dia, o cãozinho estava em frente ao restaurante da mãe do agressor. Os latidos incomodaram o filho da proprietária e foi então que ele saiu do estabelecimento e chutou violentamente o cão”, relata.

A protetora acrescenta que o animal sequer teve tempo de chegar à sua casa. “As pessoas que presenciaram o fato viram que o bichinho tentou retornar para casa, mas caiu no meio do caminho”, lamenta Nazareth.

O autor do ato de crueldade reside no Jardim Brasil, e trabalha em uma óptica no Centro de Indaiatuba. “O tutor chegou a levar o cachorro ao veterinário, porém, nada mais pôde ser feito, devido à violência do chute sofrido pelo cãozinho, um fox paulistinha de apenas três anos. A atitude desta pessoa é um verdadeiro absurdo, já que é normal os cães latirem”, critica, indignada, a presidente da Associação.

Já o tutor do animal, um pedreiro de 47 anos, residente no bairro onde ocorreu o mau-trato, também foi alertado por Nazareth. “Eu chamei a atenção dele, que também tem responsabilidade sobre o que aconteceu”, destaca. “Afinal, quem possui animal de estimação deve zelar por sua segurança e não deixá-lo solto nas ruas, onde pode ser atropelado, agredido ou correr o risco de ser furtado”, reforça.

O pedreiro fez o Boletim de Ocorrência no dia seguinte ao ocorrido, e disse que o fox paulistinha havia desmaiado após a agressão; ele também falou que o chute foi tão violento que arremessou o animal longe. O cãozinho morreu durante o exame veterinário, e seu tutor também levou à delegacia o laudo do profissional que tentou salvá-lo. O caso está sob a análise do delegado.

​​Por Adriana Brumer Lourencini​

​Fonte Tribuna de Indaiá​

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