Homem mata cachorro com várias facadas após se irritar com briga entre cães na zona oeste do Rio

Homem mata cachorro com várias facadas após se irritar com briga entre cães na zona oeste do Rio
Winy com o cachorro Mamute Foto: Arquivo pessoal

Um homem matou um cachorro da raça american bully a facadas, nesta quinta-feira, em Cosmos, na Zona Oeste. O autor do crime é tutor de outro cachorro, da raça rottweiler. Os dois animais brigaram e o homem teria utilizado a faca para ferir o cão.

— Na hora, não pensei em ir para a delegacia. Só pensei em socorrer meu cachorro. Pensei que ele fosse sobreviver — conta Winy Vitória Santos Fernandes, de 25 anos, dona do Mamute, o american bully de 4 anos.

Mamute foi socorrido, mas não resistiu Foto: Arquivo pessoal
Mamute foi socorrido, mas não resistiu Foto: Arquivo pessoal

Ela conta que o animal se soltou do andar de cima e acabou empurrando e abrindo o portão que dá acesso à rua. Ele foi na direção do rottweiler e os dois começaram a brigar.

— Joguei água em cima, puxei meu cachorro, mas ele jogou o cachorro dele em cima do meu e mandou a esposa pegar uma faca na casa deles. Soltei meu cachorro porque eles continuaram brigando e podiam me morder. A mulher dele veio com a faca e ele começou a esfaquear meu cachorro, até que ele caiu no chão. Tentei impedir, mas ele veio com a faca para cima de mim e meu vizinho me puxou — relata Winy, afirmando que o homem ameaçou quem tentasse impedir que ele continuasse a ferir o animal.

Mamute tinha 4 anos e morreu após levar 21 facadas Foto: Arquivo pessoal
Mamute tinha 4 anos e morreu após levar 21 facadas Foto: Arquivo pessoal

Mamute morreu nesta sexta-feira, na clínica veterinária para onde foi socorrido. Winy contou que, segundo os veterinários que atenderam o animal, foram 21 facadas. Ela disse ainda que só passeava com o cão à noite e ele sempre usava focinheira:

— Passeava com ele à noite, sempre depois das 23h e com focinheira e coleira. Mas ele era um bebezão. Nunca agrediu criança, ninguém.

O caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande) como ameaça e sanções penais e administrativas ao meio ambiente.

O presidente da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara de Vereadores do Rio, Luiz Ramos Filho (PMN), foi acionado e está acompanhando o caso e cobrando rigor na apuração.

— A Polícia Militar foi na cada deste cidadão. Não entendi por que ele não foi preso em flagrante. Estou oficiando a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Esse homem cometeu uma série de crimes. Matou o animal, ameaçou as pessoas, e permanece solto. Estão esperando o quê? Que ele mate mais alguém? É um perigo para a sociedade — afirmou o vereador.

Por Cíntia Cruz

Fonte: Extra

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