Homem não é condenado por empalar porco-espinho em barra de aço em Upper Hutt, Nova Zelândia

Homem não é condenado por empalar porco-espinho em barra de aço em Upper Hutt, Nova Zelândia
Porcos-espinhos são uma praga e podem ser mortos de forma humana. Imagem de arquivo / John Borren

O homem que empalou um porco-espinho em uma barra de aço e o abandonou vivo escapou de condenação.

“Jincang Zhou achou que o porco-espinho estava morto e o atacou por acreditar que ele era o responsável pela morte de duas de suas galinhas”, relatou seu advogado ao Tribunal do Distrito do Vale de Hutt.

Zhou, 58 anos, compareceu ao tribunal para liberação, sem audiência de condenação, sendo que, anteriormente, se declarou culpado de maus-tratos a um animal.

O Juiz Bruce Davidson classificou o caso como “acusação extremamente atípica decorrente de circunstâncias muito atípicas”.

Ele relatou que Zhou encontrou o porco-espinho em seu jardim, na noite do dia 13 de fevereiro, e achou que ele tinha atacado as galinhas mais cedo e que iria atacar novamente.

“Você apunhalou o porco-espinho com uma barra de aço e, em seguida, supondo que ele estivesse morto, o empalou com a barra e o abandonou no seu quintal de trás. Infelizmente, o porco-espinho não estava morto.”

Alguém próximo ouviu o “grunhido” do porco-espinho e chamou a polícia, que encontrou o animal ainda vivo, com as vísceras “expostas”.

“Certamente, a essência da acusação é você ter causado ao porco-espinho dor e sofrimento desnecessários”, disse o Juiz Davidson.

“Devo dizer que não tenho a plena certeza de que em um julgamento isolado por juiz, a ação conseguiria, necessariamente, provar maus-tratos dolosos.”

O advogado do Zhou disse que suas ações não foram “motivadas por maldade”, mas sim por preocupação em relação às suas galinhas.

“Ele admite que agiu precipitadamente e que suas ações, certamente, foram consideradas nocivas e desumanas”, diz o advogado.

Zhou, que não possui antecedentes criminais, sentiu “muita vergonha e remorso” e fez uma doação de 200 dólares para a organização SPCA.

O advogado argumentou que Zhou não deveria ser condenado porque isso poderia comprometer sua capacidade de conseguir trabalho como subempreiteiro. Ele também alegou que isso poderia impedir Zhou de viajar para o exterior, para o casamento de seu filho, quando as fronteiras forem reabertas.

O Juiz Davidson disse que Zhou parecia estar genuinamente arrependido, tinha se submetido a um tipo de orientação e aconselhamento em sua igreja, e que as consequências de uma condenação poderiam ser “muito significativas”.

Ele consentiu a liberação de Zhou, sem condenação.

Esse não é o primeiro caso de maus-tratos aos animais que vira manchete no início do mês.

Uma mulher de Auckland, NZ, compareceu ao tribunal naquela semana por deixar sua cadela ficar tão debilitada que não conseguia nem ficar em pé sozinha.

Bella, a cadela mestiça de Staffordshire Bull Terrier, foi encontrada com secreções saindo de suas narinas por causa de uma infecção respiratória não tratada, e a veterinária detectou sons pulmonares anormais e evidências de que ela tinha tossido sangue.

“Ela estava muito fraca para ficar em pé sozinha e infestada de pulgas”, relatou a porta-voz da SPCA.

Uma segunda veterinária achou que Bella estava debilitada, um pouco desidratada e tinha acúmulo de tártaro em seus dentes.

Ela também tinha sopro cardíaco grau quatro e unhas excessivamente grandes.

A cadela teve de ser eutanasiada para evitar sofrimento prolongado.

Sua tutora foi condenada a seis meses de supervisão, desqualificada para ser tutora de cães por cinco anos e obrigada a pagar mais de 1.200 dólares como ressarcimento à SPCA.

 Por Melissa Nightingale / Tradução de Renata Tepedino

Fonte: NZ Herald

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