Tommie, um pit bull que, em fevereiro, foi encharcado com fluido de isqueiro e ateado fogo, morreu devido aos ferimentos cinco dias depois. Foto: Richmond Animal Care and Control

Homem pega 5 anos por torturar até a morte Tommie, o pit bull

Um homem de Richmond (EUA) que se declarou culpado no mês passado por torturar até a morte um pit bull chamado Tommie foi sentenciado a cinco anos na prisão, a maior pena no Estado de acordo com a lei de crueldade animal.

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Jyahshua A. Hill, 20 anos, foi preso cerca de três meses depois que Tommie foi encontrado por volta das 19h00 no dia 10 de fevereiro pelo Departamento de Bombeiros de Richmond, no Abner Clay Park, a menos de uma milha de onde Hill morava.

O cão macho de pelo rajado foi sido amarrado a um alambrado, encharcado com fluido de isqueiro e incendiado. Ele sofreu queimaduras em 40% do seu corpo e morreu cinco dias depois.

“É uma vitória para os ativistas dos direitos dos animais e para a memória de Tommie”, disse a promotora Denise Anderson depois da audiência do dia 28 de agosto.

A diretora do Richmond Animal Care and Control (RACC), Christie Chipps Peters, descreveu o ocorrido como o pior caso de crueldade animal que ela havia visto nos seis anos em que está à frente do abrigo da cidade. Apesar de a severidade da sentença ter sido inesperada, Chipps Peters disse que está entusiasmada e espera que isso envie uma forte mensagem para outros que poderiam ferir os animais.

“Nós somos a voz dos animais”, ela disse depois da audiência. “Eu acho que a voz foi alta e clara hoje. Estou esperançosa de que pessoas possam pensar um pouco diferentemente sobre as coisas que elas possam querer fazer no Estado da Virginia para os animais porque nós temos realmente leis fortes que nos permitem julgar desta maneira”.

“Estou esperançosa de que isso envie uma mensagem que nós não brincamos, e que se você machucar um animal, nós encontraremos você”.

No tribunal, Anderson disse que a tortura de Tommie por Hill foi capturada por câmeras do momento em que Hill saiu de sua casa no bloco 1300 da St. Peter Street, no alojamento público no Condado de Gilpin, e quando andou cinco quarteirões até a Abner Clay Park.

“Ele arrastava e empurrava o cachorro pela coleira”, Anderson leu um resumo das evidências para registro do tribunal. “E ele estava gritando coisas como, “você terá o que é seu”.”

O vídeo seguinte mostra Hill no Abner Clay Park, onde ele jogou fluido de isqueiro no cachorro e ateou fogo nele.

“Quando o réu fugiu a pé, o cachorro correu em círculos tentando escapar de sua agonia”, disse Anderson.

As impressões digitais de Hill combinaram com as encontradas na garrafa descartada de fluido de isqueiro que foi recuperada pelos investigadores. Anderson disse que publicações na página de Facebook dele mostraram que as tentativas de vender ou livrar-se do cachorro falharam.

“Este caso particular é o epítome da crueldade”, disse Anderson depois da audiência. “Se algum caso merecia cinco anos, é este”.

Anderson, cuja especialidade é em processos de crueldade animal, trabalhou com Kirk Conway, que lida com casos de incêndio criminoso no escritório de advocacia da comunidade.

Mufeed Said representou Hill, que falou pouco só quando respondeu às perguntas feitas pelo Juiz do Circuit Court Phillip L. Hairston.

Hairston também proibiu Hill de possuir um animal pelo resto de sua vida, e três anos de condicional depois que for solto da prisão. Funcionários do controle animal irão periodicamente verificar o endereço de Hill, uma vez que ele for libertado, para assegurar que nenhum animal de estimação esteja vivendo lá, disse Anderson.

O caso provocou indignação e generosidade do público. Chips Peters disse “O mundo estava assistindo e apoiando este caso”.

Foram feitas camisetas com emblemas com a hashtag viral #teamtommie. O fundo criado para cobrir os custos veterinários de Tommie, quando ficou claro que aquelas contas seriam ultrapassadas, foi usado para prover cuidados emergenciais para outros animais necessitados, chegou a US$ 25.000. Mais de 6.000 pessoas assinaram para assistir a uma cerimônia fúnebre pública feita para Tommie no abrigo.

“Justiça foi feita hoje”, disse Chipps Peters. “Nós não costumamos arquivar”.

Desde que o caso de Tommie explodiu, Chipps Peters disse que os chamados para o controle animal duplicaram. Mais pessoas do que nunca foram denunciadas como suspeitas de maus-tratos. Mas, ainda, obter uma condenação é raro, ela disse.

O RACC ainda procura por pistas de dois outros casos de morte por crueldade animal este ano: um Pit Bull de três anos encontrado estrangulado em um depósito de lixo atrás da Escola Elementar John B. Cary, perto do Byrd Park, e um terceiro Pit Bull que foi encontrado baleado na cabeça no caminho da Escola Média Martin Luther King Jr., no East End.

Foto: Richmond Animal Care and Control

 

Tommie teve queimaduras em 40% do seu corpo.O Pit Bull morreu cinco dias depois de ser encontrado. O caso provocou indignação e generosidade no público.- Foto: Richmond Animal Care and Control

 

Foto: Richmond Animal Care and Control

 

Hill. – Foto: Richmond Police

Por Ali Rockett / Tradução de Fátima C G Maciel

Fonte: Richmond Times Dispatch         

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