Homem se muda e adapta moto para viajar 1.400 quilômetros e levar suas cadelas com ele

Homem se muda e adapta moto para viajar 1.400 quilômetros e levar suas cadelas com ele

Viajar com animais de estimação nem sempre é tranquilo. Fato esse que torna a viagem de Alan Oliveira de volta ao Espírito Santo com suas duas cadelinhas em uma moto ainda mais impressionante. Um homem, duas cachorras vira-latas e uma moto atravessando 1400 quilômetros juntos.

A publicação feita pelo Alan no grupo ‘Pequenas Motos, Grandes Viagens‘, no dia 6 de fevereiro, repercutiu amplamente nas redes sociais, atingindo 4.300 reações, 231 comentários e 4.800 compartilhamentos. Muitas outras páginas com temática pet também republicaram o conteúdo atingindo milhares de internautas também. Uma delas, a página Direitos dos Animais, no Facebook, obteve mais de 24 mil reações,13 mil compartilhamentos e milhares de comentários elogiando Alan por não ter abandonado os animais. 

Alan é um programador natural de Vila Velha, Espírito Santo. Ele se mudou para Goiânia, Goiás, em julho do ano passado. Porém, o corona o atingiu e ele perdeu o emprego. Por isso, o capixaba decidiu voltar para sua cidade natal.

Obviamente, Alan não iria deixar Nina, 10 anos, e Bila, 7, suas duas vira-latinhas, para trás. Contudo, as doguinhas não podiam viajar no caminhão e o programador não tinha dinheiro para mandá-las de ônibus ou por avião. Então se virou com o que tinha.

Pegou sua moto e as caixinhas de transporte pet e começou a se preparar para a longa viagem. Uma semana antes, começou a acostumar suas doguinhas saindo com elas pela região em que morava, para que, dessa forma, a viagem não se tornasse um choque. Quando chegou a hora de sair do estado, tudo foi tranquilo.

“Eu mandei fazer uma base para transportar as caixas com elas. Umas semanas antes de viajar, eu comecei a passear com elas, para que se adaptassem”, disse.

Dois dias e uma noite depois na moto, Alan chegou em Vila Velha com Nina e Bila.

“A cada duas horas eu parava para tirar elas da caixinha. Ficava uns 20 minutos andando com elas. Durante a noite, dormíamos em um posto da rodovia”, relatou Alan.

O programador não recomenda o feito, como disse para o Folha Vitória, já que existe um risco ao fazê-lo, todavia era sua última opção e não deixaria as cachorrinhas para trás nunca.

Fonte: Histórias com Valor

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