Homem suspeito de arrastar cadela é autuado por maus-tratos, em Belém, PA

Homem suspeito de arrastar cadela é autuado por maus-tratos, em Belém, PA
Cadela sofreu diversos ferimentos pelo corpo e segue internada em estado grave (Foto: Shirley Almeida/Arquivo Pessoal)

Um homem denunciado por maus-tratos contra uma cadela foi autuado pela Divisão Especializada do Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil e vai responder pelo crime no Juizado de Meio Ambiente da Justiça do Pará. Apelidada de “Vida”, a cadela foi resgatada no dia 25 de dezembro em Belém, após ter sido agredida no dia anterior e segue internada em estado grave em uma clíninca particular.

Segundo a denúncia do coletivo “Anjos de Focinho”, que presta assistência a animais abandonados, o dono da cadela tentou deixou o animal em um terreno baldio no dia 23 de dezembro, mas foi denunciado à polícia e levou a cadela novamente para sua casa, no bairro da Cremação. No dia 24, o homem entrou em contato com o coletivo solicitando o resgate da cadela, mas resolveu abandonar o animal antes do resgate.

Vizinhos denunciaram que o homem amarrou o animal a uma bicicleta, mas ela teria caído e sido arrastada pela rua antes de ser abandonada. Integrantes do grupo utilizaram redes sociais para divulgar o caso e buscar informações sobre o paradeiro de ‘Vida’, que foi localizada no dia 25 ferida. Ela estava ensanguentada, com fraturas pelo corpo e sinais de maus-tratos.

“Ela está lutando pela vida nesse momento, está em estado grave com um quadro infeccioso, mas estamos fazendo de tudo para ela sobreviver”, disse Shirley Almeida, integrante do grupo que fez o resgate e se responsabilizou pelo tratamento do animal. Segundo ela, a cadela passou por transfusão de sangue e o grupo “Anjos de Focinho” arrecada doações por meio de redes sociais para manter o tratamento.

De acordo com o veterinário e investigador da Dema, Edelvan Soares, a cadela ‘Vida’ tem entre 6 e 8 meses de idade e tem sinais de maus-tratos, mas por se tratar de um crime considerado pela Justiça como sendo de menor potencial ofensivo, uma possível condenação do dono da cadela dificilmente resultará em prisão.

“A lei de crime ambiental prevê punição de três meses a um ano de detenção e multa, mas a detenção é normalmente convertida, principalmente quando se comete o crime pela primeira vez. Normalmente, o Ministério Público oferece para ele um acordo além da aplicação da multa, como a participação em palestras”, explicou Soares.

Fonte: G1

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.