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Hospedagem familiar cai no gosto de tutores e serve como alternativa a hoteizinhos e pet shops

Por Letícia Alves

MG hospedagem pets

Hoteizinhos e pet shops não são as únicas opções na hora de deixar o cãozinho quando os tutores viajam, seja de férias ou em feriados prolongados. A hospedagem familiar tem se tornado uma boa alternativa para quem procura um ambiente mais aconchegante e próximo da rotina dos companheiros. Com direito a passeios, mimos e até fotos e vídeos enviados pelo WhatsApp, os tutores consideram a experiência menos estressante para os animais.

Além da propaganda boca a boca, aplicativos facilitam a contratação do serviço. O Dog Hero, por exemplo, auxilia na localização da melhor residência e anfitrião para deixar os cães. A plataforma está disponível em IOS, Android e web. Em Belo Horizonte são 120 pessoas cadastradas para receber os animais.

A estudante Nicole Senatore, de 19 anos, é uma das anfitriãs inscritas no aplicativo. Ela passou a oferecer a hospedagem por causa do Troy, um yorkshire que faleceu em março do ano passado. “Ele não podia ficar no pet, pois precisava de mais atenção. Vi que havia outros cachorrinhos que eram assim”, lembra.

Atualmente, ela recebe animais de tutores cadastrados na plataforma ou indicados por amigos. “É bom que não fico sozinha, estou com dois. Eles ficam bem à vontade”. Um dos hóspedes é o Armani, um shitsu de 2 anos, da engenheira mecânica Daniele Reis, de 32. Para ela, a diferenciação do serviço é fundamental. “O tempo todo ela está mandando mensagem. Se não comeu, ela fala. Até quando estou com saudade ela manda foto. Nos hoteizinhos não é assim”.

Economia

Na capital, o serviço varia de R$ 20 a R$ 60 por dia. A economia, dependendo da escolha, pode chegar a 80% sobre o valor das diárias em hoteizinhos. Outra vantagem é a quantidade menor de cachorros por residência: cerca de dois por anfitrião.

“Não sinto segurança em deixar em hotéis. São mais cães, que não têm a atenção que ela tem em casa”, disse a colombiana Ekaterina Jaramillo, de 32 anos, que mora em BH. Ela adotou a Bela, uma cachorrinha de 1 ano. Além de usar a hospedagem, ela passou a oferecer o serviço.

Segurança

O processo de inscrição e aprovação de novos membros é feito com cautela, segundo Eduardo Baer, sócio-fundador do Dog Hero. Há diversas etapas de verificação do perfil, para segurança de tutores e anfitriões. “Depois da hospedagem, você tem a avaliação. Vemos o que outros clientes falaram e se o cachorrinho voltou bem. Se a
avaliação for negativa, somos alertados”, explicou.

230 anfitriões de Minas Gerais estão cadastrados no aplicativo dog hero. Em todo o país, são 1.500 pessoas.

Fonte: R7

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