Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (MG) implanta marca-passo em cadelinha

Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (MG) implanta marca-passo em cadelinha
Vida longa a Meli e a todos os cães e gatos que alegram nossas vidas! (Créditos: Divulgação UFU)

Em julho de 2020, um fato inédito ocorreu no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV / UFU): pela primeira vez foi realizada uma cirurgia para implantar um marca-passo em uma cadelinha!

Mas como assim, um marca-passo?

Nossa pequena paciente peluda Meli, no alto de seus 15 anos, tinha probleminhas de coração.

O nome técnico para o quadro de saúde diagnosticado é “bloqueio átrio ventricular de 3° grau e arritmia cardíaca”.

Para resolver esse problema e dar a ela mais alguns anos de vida, necessário implantar um marca-passo cardíaco.

VEJA NA IMAGEM A RADIOGRAFIA DO MARCA-PASSO NA MELI:

Marca-passo implantado na cadelinha Meli (Créditos: Reprodução / UFU)

Uma equipe de primeira no Hospital Veterinário!

A cirurgia foi realizada por uma equipe de seis pessoas, uma equipe de primeira de médicos veterinários: Suzana Akemi Tsuruta (médica veterinária do Hospital Veterinário da UFU); Gustavo Henrique Batista de Oliveira (residente do Hospital Veterinário); Frederico Homem da Silva e Marcelo Carrijo Franco (médicos do Departamento de Arritmias, Eletrofisiologia e Marca-passo do Hospital das Clínicas da UFU); Dr.

Também participaram os professores da Universidade Federal de Minas Gerais Matheus Matioli Mantovani e Eutálio Luiz Mariani Pimenta.

Equipe do Hospital Veterinário da UFU que participou da cirurgia de implantação de marca-passo da cadelinha Meli.

Estudantes de graduação do curso de Medicina Veterinária da UFU e os residentes do Hospital Veterinário também acompanharam o procedimento, que durou aproximadamente 40 minutos.

“O implante foi considerado um sucesso. A realização desse procedimento marcou uma nova oportunidade para outros animais do Triângulo Mineiro que sofram do mesmo tipo de patologia”, ressalta a professora Suzana Akemi Tsuruta.

A cadelinha Meli voltou ao convívio com outros oito cachorros e 15 gatos. Ela foi adotada há cerca de 14 anos pela dona de casa Dalca Botaro Carvalho, que é voluntária na Associação de Proteção Animal de Uberlândia (APA Uberlândia) desde 1999.

Lei amplia punição contra maus-tratos de animais

Nesta terça-feira, 29 de setembro, foi sancionada a Lei 1.095/2019, que aumenta a punição para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais.

A legislação abrange animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, incluindo, cães e gatos, os animais domésticos mais comuns e as principais vítimas desse tipo de crime.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem, no Brasil, 29 milhões de domicílios com cães e 11 milhões, com gatos.

A prática de abuso e maus-tratos a animais será punida com pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e a proibição de guarda. 

Por Verônica Soares 

Fonte: Minas Faz Ciência (com informações da UFU e do portal do Governo do Brasil)


Nota do Olhar Animal: Diferente do que diz a matéria, a prática de abuso e maus-tratos a CÃES e GATOS é que pode punida com pena de reclusão de dois a cinco anos. Não vale para outros animais.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.