Hospital veterinário de Porto Alegre (RS) funcionará com serviço terceirizado

Hospital veterinário de Porto Alegre (RS) funcionará com serviço terceirizado
Com mudança de gestão na prefeitura, futuro do centro de saúde animal se tornou indefinido (Foto: Gilmar Dias/PMPA/Divulgação/JC - Jornal do Comércio)

Inaugurado em novembro pela gestão anterior da prefeitura de Porto Alegre, o Hospital Veterinário Victória tornou-se um elefante branco em terreno do município na Lomba do Pinheiro. Com cinco blocos cirúrgicos, quatro consultórios, Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), setores de quimioterapia, fisioterapia, banco de sangue, farmácia, ambulatório, sala de recuperação para 150 cães e gatos e espaço de triagem para outros 120, o prédio, já mobiliado, está fechado desde o início do ano.

Ainda falta Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) e licença do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) para o funcionamento. A prefeitura busca parcerias com a iniciativa privada para abrir o espaço.

Hoje, o serviço é oferecido no mesmo terreno, na estrutura antiga e menor da Unidade de Medicina Veterinária (UMV). O local realiza 100 atendimentos diários de menor complexidade, como vacinação, castração e microchipagem de animais.

No dia 17 de março ocorreu uma reunião no Paço Municipal, para falar sobre o assunto. O encontro reuniu a deputada estadual Regina Becker Fortunati (Rede), a secretária adjunta da Secretaria de Direitos Animais (Seda), Fabiane Tomazi Borba, e a empresária Nora Teixeira, casada com o empresário Alexandre Grendene, que financiou a construção e a equipagem do hospital.

Para resolver o imbróglio, de acordo com Regina, Grendene se disponibilizou também a pagar o contrato com uma empresa que ofereça, de forma terceirizada, atendimento de médicos veterinários com as especialidades previstas no prédio, como oftalmologia, cardiologia e traumatologia. Um grupo de trabalho para dar andamento às tratativas e produzir um projeto inicial será formado nos próximos dias. Ainda é necessário fazer levantamento dos custos envolvidos.

“Para o hospital funcionar, é preciso ter um quadro técnico de veterinários e assistentes que possam fazer os procedimentos. A prefeitura não dispõe desse quadro, então a alternativa que apresentamos é fazer um convênio com alguma empresa ou entidade jurídica que disponha desses profissionais para fazer as tarefas”, explica a deputada estadual. O orçamento anual da Seda, que se tornou secretaria adjunta neste ano, é de R$ 3,8 milhões, o que não comporta contratação de mais servidores.

Na gestão passada, a intenção era fazer um convênio com o Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), segundo Regina. A instituição instalaria sua graduação em Medicina Veterinária no espaço. Entretanto, o custo da implantação foi considerado inviável pelas partes envolvidas, e a ideia foi descartada. “A alternativa é contratar uma empresa que tenha expertise em fazer isso, como uma grande clínica, um hospital veterinário ou uma ONG que possua esses atendimentos”, cita. Os serviços serão voltados para a população de baixa renda, sem condições de arcar com os custos de consultas e cirurgias particulares.

Fonte: Jornal do Comércio 

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