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Hospital Veterinário Público do DF celebra mais de 5 mil atendimentos

Inaugurado há exatos cinco meses, o Hospital Veterinário Público do Distrito Federal (HVet), em Taguatinga, já atendeu a mais de cinco mil animais. Um dos responsáveis pela concretização do projeto, Igor Torkaski, secretário do Meio Ambiente na época, lembra que o plano estava no papel há oito anos, aproximadamente. “Era uma demanda antiga da população. Por isso a prioridade foi a criação desta unidade”, explica.

O objetivo inicial era que o hospital atendesse especificamente a população de baixa renda. Porém, atualmente, o HVet está aberto para a demanda que parte de todas as classes sociais. “Dividir isso demandaria tempo e mais gastos. Por isso, decidimos que desde o dia 5 de abril todos que chegassem seriam recebidos, inclusive animais de pessoas da Região Metropolitana”, ressalta Torkaski.

Por dia, são distribuídas cerca de 50 senhas, por ordem de chegada. Mas há exceções. “Quando as senhas acabam, nós atendemos ainda aqueles que chegam em estado de emergência”, enfatiza a veterinária chefe do Hospital Veterinário, Mayara Cauper Novaes. Por mês, é prestada uma média de 1.040 atendimentos.

Mayara Cauper , chefe do Hospital de Taguatinga. (Foto: Kléber Lima/Jornal de Brasilia)

O atual secretário de Meio Ambiente, Felipe Ferreira, prevê que para os próximos meses haja melhorias. “Pretendemos expandir o hospital implementando o centro cirúrgico para ortopedia e, também, prestar um maior número de atendimentos diários com conforto necessário para a população”, afirma o gestor.

Atendimento

Quando o hospital foi inaugurado, não havia equipamentos de raios X e ultrassom, mas agora tudo é feito na própria unidade de saúde. Esta medida é um alívio aos donos dos animais que necessitam de atendimento emergencial. O cachorrinho da auxiliar administrativa Rute Rocha, 52 anos, por exemplo, precisava não só ser atendido por um veterinário, mas passar por exames. “Foi a primeira vez que eu o trouxe. A facilidade me fez gostar do atendimento. Até a primeira medicação o hospital fica responsável por aplicar”, relata.

Mas a satisfação nem sempre foi unânime. No início do projeto, houve críticas pela ideia de se investir na saúde animal. “Além de cuidarmos dos animais de estimação, acolhemos muitos daqueles que são vítimas de maus- tratos e abandono”, enfatiza Igor Torkaski.

“O Hvet era uma demanda antiga da população. Além de cuidarmos dos animais de estimação, acolhemos muitos que são vítimas de maus-tratos e de abandono”. Igor Torkaski, ex-secretário de Meio Ambiente. (Foto: Breno Esaki/Cedoc)

Agilidade salva animais

As prioridades no atendimento são constatadas durante a triagem. O pedreiro Leandro Pereira, 35 anos, encontrou uma cadela abandonada na Rua 10 de Vicente Pires, com uma facada no pescoço, e a socorreu. “Ela podia estar morta caso eu não a salvasse. Não há palavras para descrever a gratidão de poder salvar um animal indefeso”, declara. A cadela foi atendida rapidamente para não correr risco de morrer. Ainda sem nome escolhido, o animal seria adotado por Leandro e família. “Vamos levá-la para casa e vamos cuidar dela para que se recupere”, diz.

Cacau, de dois anos, também foi levada em estado grave pelo dono, um servidor público de 27 anos. “Conseguimos ser atendidos porque o estado dela é emergencial. Fizeram exames e agora é esperar o resultado, pois ela precisa passar por cirurgia”, explica o homem.

Pesquisa

O Instituto Brasilia Ambiental (Ibram) fez uma pesquisa de satisfação com os usuários do Hvet, referente a pontos como o atendimento prestado e a estrutura física, além de saber se o público indicaria o serviço. O resultado mostrou que 93% dos entrevistados aprovam o projeto. O balanço foi feito por telefone e presencialmente nas dependências da instituição.

De acordo com o plano de trabalho aprovado pelo Instituto, a meta de satisfação do usuário na prestação do serviço deveria atingir 60% de notas, sendo bom ou ótimo, em cada quesito. A nota superou a meta: variou entre 71% e 93 %.

Investimento

A unidade de 540 m² foi construída por meio da iniciativa privada. O montante investido na obra foi de R$ 750 mil, por meio de compensação ambiental da iniciativa privada. Ou seja, sem verba pública.

Para o GDF, serão gastos cerca de R$ 2 milhões anuais para manter o local ativo. A gestão foi concedida à Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa), entidade sem fins lucrativos, vencedora de chamamento publico.

“A expectativa é poder contratar mais profissionais até para que possamos ampliar o horário de funcionamento”, prevê o secretário de Meio Ambiente, Felipe Ferreira.

O Hvet funciona das 8h às 15h, de segunda a sexta-feira.

Por Tainá Morais

Fonte: Jornal de Brasília 

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