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Imagens mostram maus-tratos no CCZ de Campos, RJ

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Supostas más condições no canil municipal do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em Campos foi alvo de denúncias. A InterTV, do Grupo Folha, afiliada da Rede Globo, através de câmeras escondidas, flagrou várias situações que prejudicariam os animais e funcionários também relataram as dificuldades do local. Nas imagens da TV, funcionários contam que há falta de comida e medicamentos. “Tem hora que a gente pede até a Deus pra não mandar eles pra cá. Melhor eles na rua”, disparou uma funcionária.

As imagens ainda mostraram locais sujos. Os cães também não tomariam banho. “Geralmente quando a pessoa pega, a gente fala logo. Olha, dá um banhozinho só na hora que pega. Leva para o veterinário, começa a dar os remédios de verme e tudo”, disse uma delas. Em outro trecho, a funcionária diz que não há remédios. “A gente não tem medicamento. Não tem nada. A gente só fazia a castração. Cancelou”.

A equipe da Inter ainda procurou o responsável e um outro funcionário atendeu, negando as denúncias. “O canil é lavado duas vezes por dia. Os cachorros são vermifugados e vacinados. Banho? Você dá banho em cachorro de rua? É complicado. Aqui não é petshop. Quando a gente faz a feira a gente dá banho nos animais. Eu tenho quatro veterinários no canil, eu tenho quatro supervisores, dois para a limpeza, que é feita uma limpeza de manhã e outra à tarde. Alimentação, tudo normal”, rebateu.

Na sexta-feira (13) pela manhã, a equipe de reportagem da Folha da Manhã esteve no local, mas foi informada de que, por conta do feriado do Carnaval, não havia nenhum responsável no local.

Em nota enviada através da assessoria, o CCZ informou que atende todas as exigências do Ministério da Saúde e atua conforme critérios pré estabelecidos. “Quanto ao recolhimento de animais, não existe maus-tratos. A informação não procede. Os animais recolhidos nas ruas, muitas vezes em péssimas condições, tendo sido atropelados, são levados para duas alas diferentes: uma dos recolhidos e a outra dos que estão prontos para adoção. Sobre os medicamentos, o CCZ tem os remédios necessários. Os animais são vermifugados e vacinados”, concluiu a nota.

Presidente de associação faz duras críticas

A presidente da associação de Proteção dos Animais (APA) – que recolhe cachorros e gatos doentes e abandonados nas ruas – Adelina Lippi, contou que atualmente o número de animais abandonados diminuiu, mas a realidade está longe do ideal. “As pessoas estão mais conscientes, mas Campos é muito grande. Ainda existem muitos nas ruas. Faltam políticas. O único jeito é uma campanha para castração em massa. De seis em seis meses uma cadela pode gerar 12 filhotes. A castração deve ser gratuita. Em Quissamã, por exemplo, há castração gratuita de animais que pertencem a pessoas carentes. Não há também fiscalização e não acontece nada em casos de maus-tratos. A luta é muito grande”, destacou.

A APA existe desde 1999 e, de acordo com Adelina, atualmente 169 animais estão abrigados no local, instalado nas dependências onde funcionava a Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa). A associação realiza feira de adoção aos sábados das 10h 30 às 14h 30.

Fonte: Folha Online

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