Indignação com um golfinho recém-nascido que morre no Ocean Park em Hong Kong

Indignação com um golfinho recém-nascido que morre no Ocean Park em Hong Kong

Ativistas e defensores dos direitos dos animais novamente pediram ao parque para que não mantivesse animais marinhos em cativeiro.

Por Sarah Karacs / Tradução de Juliana Soares

Ativistas dos direitos dos animais denunciaram a morte de outro golfinho recém-nascido no Ocean Park de Hong Kong nesta semana, repetindo mais uma vez os pedidos para que o complexo de entretenimento pare de manter animais marinhos em cativeiro.

Essa é a segunda morte de um filhote recém-nascido da mãe Maya, de 15 anos de idade, sendo que no ano passado ela já havia perdido outro, algumas semanas depois da morte do filhote de Ester, de 22 anos, também falecer.

“É como se estas pessoas tivessem uma licença para matar”, disse a defensora Zoe Ng, que acrescentou que milhares de pessoas em Hong Kong haviam assinado petições ao longo dos anos para que a coleção de golfinhos fosse gradualmente eliminada.

 “Eu fiquei horrorizada quando ouvi que Maya havia perdido um segundo bebê”, acrescentou.

O bebê golfinho nariz-de-garrafa morreu minutos depois de nascer, segundo a declaração dada pelo Ocean Park, que ainda explicou que o pequeno animal apresentou deficiências comportamentais e problemas respiratórios.

 “O filhote macho recém-nascido parou e não conseguiu mais nadar depois de dar apenas alguns curtos respiros”, afirma o relatório que explica que a taxa de mortalidade entre golfinhos recém-nascidos desta espécie está em torno de 29 por cento durante o primeiro ano de vida do animal.

 “Os primeiros momentos de vida são um acontecimento delicado e nem todos os fetos são capazes de desenvolverem-se no mundo exterior”, diz o relatório.

O parque, de 39 anos, é o lar de mais de 20 golfinhos em cativeiro, metade deles é usada para o entretenimento, como se apresentar em shows, enquanto a outra metade é mantida para pesquisa científica e para a procriação.

Enquanto o parque afirma que mantém padrões de bem-estar animal de classe mundial, a comunidade ativista da cidade argumentou que mamíferos marinhos são incapazes de desenvolverem-se em cativeiro.

O grupo de ativistas, que se encontra anualmente para organizar um protesto solicitando o encerramento da coleção de animais do Ocean Park e o fim do seu programa de reprodução, disse que os golfinhos, que na natureza têm uma área para viver de cerca de 300 quilômetros, vivem uma existência severamente comprometida em tanques.

Fonte: South China Morning Post

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