Internautas organizam protesto em repúdio a morte de cão em academia de BH

Internautas organizam protesto em repúdio a morte de cão em academia de BH

Por Cristina Barroca e Danilo Emerich

MG bh akita academiaInternautas organizam, pelo Facebook, um evento para este sábado (20), às 10 horas da manhã, em frente à Academia Alta Energia, na Pampulha, em Belo Horizonte. O motivo seria a morte de um cachorro, supostamente por maus tratos, segundo afirmam os participantes na rede social. A empresa lamentou a morte do bicho e nega o crime.

Mais de 130 pessoas confirmaram presença no protesto após uma imagem do cão morto envolto a muito sangue circular na internet. Um usuário chegou a afirmar que foi realizado um Boletim de Ocorrência (B.O.), no entanto, não foi localizado nenhum registro no sistema da Polícia Militar (PM).

Em contato com a academia, um funcionário confirmou a morte de um cão no local e disse que o bicho estava sangrando no sábado, antes do fechamento às 13 horas, no entanto, ninguém tomou qualquer providência. Ele disse ainda que não foi possível dar assistência ao animal, pois o serviço se encerrava naquele momento. Quando a academia voltou a funcionar, o cão foi encontrado morto, segundo o funcionário, por uma hemorragia.

Posicionamento

A diretora administrativa da Academia Alta Energia, Claúdia Carvalho, lamentou a morte do cadela, que se chamava Anília, da raça Akita, de 9 anos. Ela disse que a diretoria da empresa ficou surpresa com o óbito . “Vamos registrar uma queixa para responsabilizar quem está nos acusando de maus-tratos, sendo que isso não é verdade”, afirmou.

Cláudia enfatizou que a empresa repúdia maus tratos com os animais. “Temos 23 anos de existência e sempre tivemos cães nas unidades. São sete bichos, sendo dois na academia do Cidade Nova, três em Sete Lagoas, um no Mangabeiras e outro no São Bento. Sempre fazemos a correta limpeza do local, tratamento veterinário quando necessário, alimentação e todos os cuidados necessários nos canis e dos cães”, afirmou.

A diretora ainda explica que em 4 de dezembro uma veterinária esteve na unidade da Pampulha e identificou a presença de miíase – doença produzida pela infestação de larvas de moscas em pele – na cadela. “Ela foi tratada e recebeu os medicamentos necessários. Temos os laudos”, disse.

Claúdia Carvalho afirmou que a empresa ainda não sabe o motivo da morte da cadela, mas entre as suspeitas está envenenamento, que teria causado uma hemorragia. “Ficamos triste com a morte. Era um presente de um ex-funcionário. Estamos cientes do protesto, mas estamos abertos para quem quiser nos visitar e verificar a situação dos animais”, afirmou.

Fonte: Hoje em Dia

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