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Investigação mostra que muitos dos selos de “bem-estar animal” em carnes são uma farsa

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Todo mundo que saboreia um bacon ou curte um churrasquinho no fim de semana conhece os maus-tratos pelos quais passam os animais em fazendas de abate. Muita gente, infelizmente, nem se importa, mas para aqueles que se preocupam com os animais mas mesmo assim consomem carne e derivados, a indústria anda fazendo um mea culpa, usando selos que atestam o bem-estar desses animais antes do abate. Contudo, uma recente investigação provou que isso pode não passar de uma farsa.

Um membro do grupo PETA passou mais de dois meses trabalhando em uma fazenda norte-americana chamada Sweet Stem Farm, que produz carne de porcos, bois e de cordeiros para uma das maiores redes de produtos orgânicos do mundo, que colocam em suas carnes o selo de bem-estar. No entanto, o que pode ser visto durante a experiência foi apenas sofrimento.

A principal diferença de uma criação convencional para a dita orgânica é a ausência de gaiolas. Mas se você pensa que os porquinhos ficavam livres para passear e brincar na lama, está muito enganado. Apesar de não haver barras de ferro separando os animais, eles ficam reclusos em um galpão, longe do sol e amontoados – muitos deles ficam doentes e são deixados sem cuidado veterinário, até a morte.

O investigador presenciou ainda uma cena chocante: cerca de 20 porcos que seriam abatidos foram deixados em um caminhão por mais de 24 horas, sem água, comida ou espaço. As cenas são repugnantes e alertamos que algumas delas podem chocar os leitores mais sensíveis:

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Fonte: Hypeness 

Nota do Olhar Animal: A farsa é completa. Fabricantes e comerciantes aumentam seus preços agregando o valor da ilusão do “bem-estar animal” e, assim, amenizando eventuais dramas de consciência de consumidores ávidos por receberem esta anestesia moral. Pagarem mais caro vêm ao encontro dessa lógica, pois realça seus “esforços” para parecerem / se sentirem éticos, consumidores “conscientes”, quase ativistas. Mas boa parte das empresas sequer cumpre o que promete e que por si só já é uma falácia. Fazem parte desta encenação ONGs que se auto-intitulam de “proteção animal” e que são cúmplices, capacitando as empresas para esta mentira e certificando sua desonestidade. Ou simplesmente divulgando o bem-estar animal como algo positivo. Para os animais é que não é. Eles sofrem e, principalmente, eles são mortos. Farsa não são só os selos, farsa é o próprio conceito de “bem-estar” animal.

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