Islândia planeja matar mais de 2 mil baleias em cinco anos

Islândia planeja matar mais de 2 mil baleias em cinco anos
Autoridades basearam planos em levantamentos recentes sobre população baleeira (Foto: Martin Cathrae/Flickr)

As autoridades da Islândia anunciaram planos para matar mais de 2.000 baleias em um período de cinco anos, em um movimento que irritou grupos ambientalistas. Apesar de um declínio no mercado global de carne de baleia e queda do apoio público, o governo optou por permanecer em desafio à proibição internacional da caça às baleias.

Os baleeiros serão autorizados a arpoar 209 baleias comuns e 217 baleias anãs em águas islandesas todos os anos até 2023. O ministro das Pescas do país, Kristjan Thor Juliusson, disse que estes números são sustentáveis e baseados nas últimas pesquisas científicas.

No verão passado, a Islândia estava no centro da polêmica, depois de relatos de que havia matado dois híbridos de baleias azuis e finas e, pelo menos, uma dúzia de fêmeas grávidas. No entanto, as esperanças de que esta má publicidade traria um fim à prática foram frustradas com o último anúncio.

“A decisão do governo islandês de continuar a matar baleias – entre os seres mais pacíficos e inteligentes do planeta – é moralmente repugnante, além de economicamente falida”, disse Vanessa Williams-Gray, defensora da Conservação de Baleias e Golfinhos.

Anunciando sua nova cota, o governo citou os benefícios econômicos da caça às baleias, bem como dados oficiais, mostrando que as populações da antes ameaçada baleia-comum estavam se recuperando. “Durante a contagem mais recente, em 2015, a população do centro do Atlântico Norte foi estimada em 37.000, o triplo do número de 1987”, disse em um comunicado.

Isto foi apoiado pela recente conclusão da União Internacional para a Conservação da Natureza de que o número de baleias finas estava em ascensão. Mas dada a incerteza sobre o número global de baleias e as múltiplas ameaças enfrentadas por esses mamíferos marinhos, os ativistas disseram que isso não deve ser considerado como um sinal verde para mais caça.

Fonte: Opinião & Noticia

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