Israelitas criam tecnologia para cultivar “carne de verdade” em laboratório

Israelitas criam tecnologia para cultivar “carne de verdade” em laboratório

É “carne de verdade”, que “sabe e parece mesmo carne”, mas “sem matar animais”. É assim que uma start-up israelita garante ter descoberto como cultivar carne em laboratório sem ter que magoar animais.

A SuperMeat, empresa criada pelo conceituado engenheiro biomédico da Universidade Hebraica de Jerusalém, Yaakov Nahmias, está a tentar angariar fundos para poder começar a transformar amostras de tecido de galinhas, porcos ou vacas em carne cultivada em laboratório.

A ideia parece maluca, mas esta start-up garante ter chegado à fórmula perfeita para esse efeito graças a uma tecnologia que “permite expandir células isoladas de um pequeno tecido retirado numa biopsia sem magoar o animal”, explica Nahmias.

A empresa já conseguiu angariar, numa campanha de recolha de fundos no site de crowdfunding Indiegogo, mais de 100 mil dólares, cerca de 90 mil euros, e espera agora chegar à marca dos 500 mil (acima de 450 mil euros), tudo para conseguir criar a primeira máquina para cultivar carne.

O objectivo é que, em Janeiro de 2018, o primeiro protótipo esteja a funcionar em pleno. E depois disso, será possível colocar “máquinas de fazer carne” em supermercados ou restaurantes e até nas casas das pessoas, declaram os responsáveis desta start-up.

A tecnologia que permitirá ter esta “carne cultivada” ou “carne in vitro” usa “técnicas de engenharia de tecidos refinadas da medicina regenerativa”, pode ler-se no Indiegogo.

O processo começa com a retirada de um pequeno tecido do animal.

Israel Jerusalem supermeat 2

“Organizamos estas células em tecidos minúsculos e colocamos-las num ambiente único desenhado para imitar perfeitamente a fisiologia animal, permitindo a esses pequenos tecidos crescerem organicamente para grandes músculos, essencialmente como acontece na natureza”, explica o professor.

“As células são enriquecidas com nutrientes que as ajudam a prosperar e a dividir, crescendo para um pedaço de carne animal pronto a comer”, acrescenta.

O projecto tem potencial para poder vir a revolucionar a indústria da carne, apresentando como grande argumento para a sua importância, além de não provocar sofrimento animal, o facto de ajudar a proteger o ambiente, pois não usa recursos como terra e água e não liberta gases prejudiciais para a atmosfera.

Além disso, a start-up israelita alega que pode ajudar a resolver o problema da fome no mundo e que a carne cultivada é mais saudável do que a carne convencional porque se pode “supervisionar a produção”.

E também é “mais barata“, nota-se, porque alimentar e criar milhões de animais sai muito mais caro.

Uma técnica semelhante a esta também já tinha sido desenvolvida por investigadores da empresa Memphis Meats.

Tal como Yaakov Nahmias, os responsáveis desta tecnologia acreditam que é “um tipo de carne mais seguro, saudável e sustentável”.

Fonte: Zap / mantida a grafia lusitana original

MAIS NOTICIAS

{module [427]}

{module [425]}

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.