Jabuti de 50 anos com paralisia nas patas será tratado com acupuntura

Jabuti de 50 anos com paralisia nas patas será tratado com acupuntura

Batizado de ‘Vovó’, animal iniciou fisioterapia em janeiro de 2014. Tratamento medicinal ocorrerá no parque zoobotânico de Macapá, AP.

Por Dyepeson Martins

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Batizado de ‘Vovó’, o jabuti fêmea com idade estimada em 50 anos, iniciará em junho tratamento medicinal baseado no método da acupuntura. O quelônio, deixado há 7 anos por ribeirinhos no Parque Zoobotânico Municipal de Macapá, tem paralisia nas patas dianteiras e traseiras e será submetido ao procedimento chinês após 6 meses de fisioterapia experimental.

AP macapa tartaruga dsc0346Segundo a veterinária Bethina Schreibl, responsável pelo acompanhamento fisioterapêutico do animal, desde janeiro de 2014, o jabuti tem apresentado avanços com a fisioterapia. Ela acredita que os resultados se tornarão mais evidentes com a realização da acupuntura.

“Ainda não há pesquisa que comprove os reais resultados do método. Contudo, depois que ela iniciou o tratamento, ela começou a mexer as patas traseiras, o que surpreendeu a todos. Agora, com a inserção das agulhas ela deve ter uma reação melhor”, disse a veterinária, que aprendeu sobre o método em um congresso realizado pela Associação Brasileira de Animais Silvestres, em Salvador, na Bahia.

AP macapa tartaruga dsc0374Schreibl conta que o jabuti tem uma alimentação balanceada que a deixa resistente durante o tratamento. Uma vez por semana, a ‘Vovó’ passa por sessão de fisioterapia que também a prepara para o tratamento medicinal chinês. A previsão da veterinária é de que o animal volte a andar em no máximo 10 anos. “É um tratamento demorado e minucioso, mais que vale muito a pena para melhorar a qualidade de vida dela”, frisou.

O jabuti pesa 16 quilos e tem 20 centímetros de comprimento. A bióloga Patrícia Fonseca conta que o quelônio é querido por todos os funcionários do parque zoobotânico. Patrícia diz que o animal chegou debilitado no local e com várias partes do casco inferior quebradas.

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“Quando ela chegou ao parque pensávamos até que era um macho, mas depois de uma análise de veterinários descobrimos que é uma fêmea. Virou nossa vovozinha daqui, que recebe todos os ‘mimos’”, brincou a bióloga.

Fonte: G1

Nota do Olhar Animal: Um caso de intervenção na natureza necessário para amenizar as dificuldades de um animal. Afinal, o que importa é diminuir ou eliminar o sofrimento, independentemente de quem (ou do que) o causou.

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