Jacaré é visto perto de ônibus em rua de Jardim Camburi, em Vitória, ES

Jacaré é visto perto de ônibus em rua de Jardim Camburi, em Vitória, ES
Jacaré-do-papo-amarelo foi encontrado na rua de bairro (Foto: VC no ESTV)

Um jacaré-de-papo-amarelo foi visto próximo a um ônibus na rua Eugênio Pacheco de Queiroz, no bairro Jardim Camburi, em Vitória, na noite deste domingo (29). Segundo a Polícia Militar Ambiental, o animal foi resgatado e solto no Rio Santa Maria da Vitória, na Serra.

Edison Nunes Filho, morador da rua, disse que viu uma movimentação de policiais por volta das 21h30. Num aplicativo de troca de mensagens, uma vizinha enviou a foto do jacaré, esclarecendo a situação. “Eu raramente passo pela rua a pé, mas tem muita gente que transita e é perigoso”, opinou o morador.

Caso a população encontrei um jacaré nas ruas, deve acionar a Polícia Militar Ambiental  por meio do Ciodes (190) ou no destacamento da Serra 3241 8521.

Projeto Caiman

O aumento da quantidade de jacarés que vive em regiões urbanas levou à criação do projeto Caiman, que zela pelo bem-estar, saúde e proteção destes animais. A ideia é capturar, fazer exames e tratar o réptil, caso seja necessário, para evitar a extinção da espécie.

O projeto existe desde 2015 na Grande Vitória. O grupo monitora o crescimento e as áreas onde o jacaré-do-papo-amarelo amarelo vive. Os animais são capturados e catalogados e o número já ultrapassa os 200.

Os jacarés existiam em todo o Espírito Santo, mas devido a caça predatória, eles acabaram desaparecendo. Atualmente, o projeto só funciona dentro da ArcelorMittal e tem a intenção de se expandir.

Pesquisadores do projeto afirmam que a abordagem científica é fundamental para compreender os riscos que os animais correm por causa da incidência em áreas urbanas e propor ações para a conservação dos jacarés-de-papo-amarelo no estado.

Sempre que houver ocorrências com jacarés, a população deve entrar em contato com o Projeto Caiman, pelo telefone (27) 99573-4483, e uma equipe especializada vai ao local para coletar dados científicos.

Por Manoela Albuquerque

Fonte: G1

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