Javaporcos retirados de propriedades em Barão de Cocais por causa de risco de rompimento são mortos pela Vale, diz MP

Javaporcos retirados de propriedades em Barão de Cocais por causa de risco de rompimento são mortos pela Vale, diz MP

Mais de 20 javaporcos que pertenciam a moradores de Barão de Cocais, na Região Central de Minas Gerais, foram mortos por determinação da Vale nesta segunda-feira (30), de acordo com o Ministério Público.

Vídeo: Javaporcos retirados de propriedades em Barão de Cocais por causa de risco de rompimento.

Eles tinham sido retirados da chamada zona de autossalvamento em fevereiro por causa do risco de rompimento da barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco. De acordo com o Ministério Público, a mineradora ficou responsável por cuidar dos animais. O javaporco é resultado do cruzamento entre o porco doméstico e o javali.

A eutanásia surpreendeu os promotores já que o Ibama reviu no dia 27 de dezembro um parecer no qual a Vale se embasou.

Para o Ministério Público, a Vale descumpriu Termo de Ajustamento de Conduta firmado em maio deste ano e afirmou em nota que “a eutanásia dos animais pela mineradora durante o recesso forense se mostrou precipitada e impediu a viabilização de soluções alternativas”.

O MP disse ainda que “não houve decisão contra a qual não cabe recurso com efeito suspensivo, tendo sido a Vale devidamente advertida que a situação é irreversível e acarreta a conversão em perdas e danos, o que é lamentável”.

Barragem Sul Superior fica na Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, na Região Central de MG. — Foto: Reprodução/TV Globo

O órgão chegou a entrar com pedido para suspender a eutanásia no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas ele não chegou a tempo às mãos do juiz.

A Vale informou que cumpriu determinação do Ibama. Ainda não foi divulgada a razão da eutanásia.

Cerca de 500 pessoas tiveram que sair às pressas de casa por causa do risco de rompimento da barragem Sul Superior, da Mina Gongo Soco. Os moradores estão hospedados em hotéis ou em casas de parentes desde fevereiro.

Fonte: G1

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