Jovens marcadas com ferro em brasa em “protesto-choque” em Paris

Jovens marcadas com ferro em brasa em “protesto-choque” em Paris

Duas jovens activistas de um movimento vegan deixaram-se marcar com um ferro em brasa, como se faz aos animais, num “protesto-choque” contra o consumo de carne.

Esta manifestação vegan, organizada pelo colectivo 269 Life France, realizou-se em Paris no sábado passado, 25 de Setembro, e levou vários activistas à Praça da República numa tentativa de alerta das consciências contra o consumo e a comercialização de carne.

A forma como estes activistas chamaram a atenção está a causar polémica, nomeadamente porque duas jovens se deixaram marcar, num braço e numa perna, com um ferro em brasa, para demonstrar a crueldade do acto que é cometido sobre os animais.

“Fiz esta escolha porque os animais têm este destino trágico todos os dias antes de serem mortos. Por isso, é uma maneira de os homenagear“, refere uma das activistas marcadas com o ferro em brasa, conforme declarações divulgadas pelo RT.com.

“Sim, é doloroso, mas penso que não é nada, contrariamente a tudo o que vivem os animais, tudo o que eles sofrem todos os dias, quer seja a marcação pelo fogo, quer seja a retirada cruel dos chifres, a castração”, sublinha também a jovem queimada na perna, citada pelo site.

Vários manifestantes estenderam-se pelo chão, vestidos apenas com roupa interior e pintados de vermelho, como se fossem animais mortos num matadouro. Ao lado, supostos “carniceiros” vendiam partes do corpo humano como se fossem meros bocados de carne de vaca.

Não é o primeiro protesto do género, com recurso a imagens choque, organizado por este colectivovegan que se assume uma associação de defesa do “respeito dos interesses fundamentais de todos os animais” e contra “a produção e a comercialização das outras espécies”.

No site da associação salienta-se que ser vegan é “uma filosofia e um modo de vida”, apelando-se ao fim da “domesticação, da produção e da comercialização dos animais não-humanos, considerados como objectos, utensílios, torturados em laboratórios de experimentação animal, sacrificados livremente em arenas, pescados, caçados, vendidos, sequestrados, enviados para o matadouro”.

Fonte: ZAP

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