Juiz federal mata próprio cachorro a tiros em Campinas, SP

Juiz federal mata próprio cachorro a tiros em Campinas, SP

Viatura da polícia entra no condomínio em que mora o juiz federal, na noite de desta segunda-feira (16): são bernardo foi atingido por seis tiros de calibre 12 na cabeça, dos 20 disparos feitos pelo magistrado.

 Por Jaqueline Harumi

Um juiz federal afastado, de 45 anos, matou seu próprio cachorro a tiros no quintal de casa, teria ameaçado matar dois funcionários e ainda tirar a própria vida. O incidente ocorreu entre o fim da tarde e o início da noite desta segunda-feira (16), no Residencial Santa Marcelina, em Campinas.

No começo da tarde, o homem chegou a disparar cerca de 20 tiros, sendo que seis deles atingiram a cabeça do cachorro. Um familiar disse que o magistrado tinha problemas psiquiátricos. Segundo a Polícia Militar, ele precisou ser contido por arma de choque, pois estaria em surto. O juiz seria encaminhado ao Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para ser medicado.

Segundo a vizinhança, os tiros teriam começado por volta das 16h30, e a PM foi acionada às 17h05. Um vizinho, que preferiu não se identificar, afirmou ter ouvido ao menos 20 tiros na primeira meia hora. “Eu precisei sair, mas disseram que ele continuou atirando até as 18h30”, disse ele, que contou ao menos dez viaturas da PM no condomínio, além de duas equipes de resgate do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o relato de um dos funcionários do juiz à reportagem da Rede Bandeirantes, que teve acesso ao condomínio, o cão da raça são bernardo, que tinha idade avançada e estava com câncer, levou seis tiros na cabeça de uma espingarda calibre 12.

A mãe do juiz, que mora com ele na casa, pediu que o animal fosse enterrado ao pé de um limoeiro. No depoimento o homem conta que, quando os funcionários abriam uma cova, foram ameaçados com uma pistola, sob a alegação de que o enterro não deveria ser feito nesta segunda. “(Ele) apontou a arma para nossa cabeça e mandou a gente deitar no chão”, disse. Ainda conforme o funcionário, o juiz também teria ameaçado se matar e acabou atirando de novo no cachorro, desta vez com uma pistola.

Na casa, além da calibre 12 e da pistola, teria mais duas armas: outra pistola e um revólver calibre 38.
Policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), que apoiaram a ação, confirmaram os tiros com espingarda e a morte do cachorro.

A polícia só entrou na casa na presença de um comandante da corporação, momento em que houve resistência do juiz, que acabou contido por uma arma de choque. Até às 22h47 desta segunda, nenhum porta-voz da PM falou com a imprensa. O caso não seria levado ao plantão da Polícia Civil, já que estava em definição se seguiria investigado pela Polícia Federal ou pela Corregedoria da Justiça Federal.

O psiquiatra do juiz também foi acionado.

O vizinho ouvido pela reportagem contou que todos ficaram assustados com tantos disparos. A princípio ele acreditou que os tiros eram fogos de artifício. “Era parecido com rojão, por isso que no começo não falei nada”, contou.

Um familiar do juiz disse à equipe da Bandeirantes que o homem passa por tratamento de esquizofrenia, dentre outras doenças psiquiátricas. Na casa, a família tem ainda outros dois cachorros da raça sharpei e um filhote de golden retriever.

Fonte: Correio Popular

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