Jumento ficou gravemente ferido após agressão a facada no Piauí — Foto: Divulgação

Jumentos e cães são mortos e agredidos a facadas no PI e Polícia Civil investiga

A Polícia Civil investiga uma série de agressões a facadas contra animais de rua em Barra Grande, localidade do município de Cajueiro da Praia, no Litoral do Piauí. Fotos enviadas por um grupo independente de protetores de animais de Parnaíba, cidade próxima, apontam que, até o momento, cinco jumentos foram esfaqueados, sendo que um morreu em consequência dos ferimentos, e um cachorro foi vítima das agressões.

Uma representante de um grupo de protetores de animais de Parnaíba, que prefere não se identificar, disse que os casos estão acontecendo por vários pontos do litoral piauiense.

Alguns animais que sobreviveram foram resgatados e estão sendo tratados — Foto: Arquivo pessoal
Alguns animais que sobreviveram foram resgatados e estão sendo tratados — Foto: Arquivo pessoal

“Esses casos de jumentos estão acontecendo todos em Barra Grande e as meninas [membros do grupo de protetores] estão tentando tratar os que conseguiram sobreviver. Eu consegui alguns medicamentos, mas a situação é preocupante, pois é um vilarejo muito pequeno para ter um número de casos tão grande. Já recebi denuncia de Luís Correia, [praia do Coqueiro], e aqui em Parnaíba recebi informações de um animal que precisaram fazer eutanásia”, informou.

Segundo o delegado Maikon Kaestner, da Delegacia de Polícia Civil de Luís Correia, a polícia já iniciou o trabalho para tentar identificar algum suspeito de lesionar os animais, mas a ausência de testemunhas dificulta a investigação.

Jumento ficou gravemente ferido após agressão a facada no Piauí — Foto: Divulgação
Jumento ficou gravemente ferido após agressão a facada no Piauí — Foto: Divulgação

“O procurador do município de Cajueiro da praia me procurou e registrou um BO online relatando justamente isso. O problema é que não existe nenhuma testemunha ocular e ninguém sabe quem está fazendo [as agressões]. É uma investigação muito difícil de fazer sem provas ou alguma filmagem. Dizem que isso está acontecendo, que estão lesionando, e nós vamos apurar na medida do possível”, explicou.

Por Glayson Costa, estagiário sob supervisão de Maria Romero

Fonte: G1

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