Justiça francesa pede perícia para avaliar estado de saúde de orcas do parque aquático de Antibes

Justiça francesa pede perícia para avaliar estado de saúde de orcas do parque aquático de Antibes
Funcionária do parque aquático de Antibes treina com as orcas no local. AFP/File

A associação já havia entrado com um recurso em junho de 2022, mas ele foi rejeitado pela justiça em primeira instância. Na época, o juiz considerou que os animais recebiam os cuidados necessários.

Desde 2019, a OneVoice prestou várias queixas por maus-tratos contra o Marineland. Para isso, reuniu imagens das orcas e apresentou relatórios de especialistas que as observaram no tanque. Eles constataram mudanças de comportamento, além de lesões na pele de Moana, de 11 anos, e sérios problemas nos dentes de Inouk, de 23 anos. A associação luta para que as quatro orcas, que nasceram em cativeiro, sejam enviadas para um parque de preservação marinho.

Em um comunicado enviado à imprensa, o parque aquático francês, que se apresenta como o “maior zoológico marinho da Europa”, se compromete a colaborar com o perito designado pela Justiça para “provar seu profissionalismo e comprometimento em relação aos animais, que estão sob a responsabilidade do parque.”

De acordo com o texto, “uma perícia judicial permitirá a apresentação de fatos precisos, objetivos e que podem ser verificados, não baseados apenas em relatórios estabelecidos por militantes que se opõem ao cativeiro e nunca examinaram os animais.”

Parque ficou conhecido em filme

O parque Marineland, de Antibes, recebe cerca de 750 mil visitantes por ano. O estabelecimento se prepara para a entrada em vigor, a partir de dezembro de 2026, da lei contra os maus-tratos em animais adotada pela França. Ela proíbe os espetáculos com cetáceos e a manutenção de orcas e golfinhos em cativeiro.

O Marineland de Antibes ficou conhecido após se tornar um dos cenários do filme Des Rouilles et D’Os (Ferrugem e Osso), do diretor francês Jacques Audiard, que estreou em 2012 e foi indicado neste ano à Palma de Ouro do Festival de Cannes.

O longa, que traz a atriz francesa Marion Cotillard no papel principal, foi adaptado do livro “Rust and Bone”, do escritor canadense Craig Davidson. A filmagem ocorreu em Cannes e Antibes e durou cerca de 30 dias.

Fonte: RFI / mantida a grafia lusitana original