Ladrões invadem cemitérios, furtam bronze e envenenam cães de guarda em Campo Grande, MS

Ladrões invadem cemitérios, furtam bronze e envenenam cães de guarda em Campo Grande, MS
Cruz de bronze furtada de túmulo no Cemitério Santo Antônio (Fotos: Alcides Neto)

Sem segurança e com várias peças em bronze à mostra, os cemitérios públicos de Campo Grande sempre foram alvo de ladrões. Mas de uma semana para cá esse tipo de furto aumentou. Tem sumido grande quantidade de placas, molduras e imagens de bronze.

A zeladora Maria Aparecida reclama da situação. Ela trabalha no local há 45 anos e disse que ultimamente os furtos têm sido constantes
A zeladora Maria Aparecida reclama da situação. Ela trabalha no local há 45 anos e disse que ultimamente os furtos têm sido constantes

Ontem, por exemplo, o Cemitério Santo Antônio, que fica na Avenida Consolação, entre a Rua 14 de Julho e Avenida Calógeras, na Vila Glória, foi invadido e teve o vidro da capela central quebrado.

Segundo funcionários, que pediram para não ter o nome divulgado, os bandidos aproveitam os horários de pouca movimentação, como no período da madrugada e na hora do almoço, para arrombar os túmulos. “Eles furtam tudo, não perdoam nada que seja de bronze”, reclama.

Os suspeitos seriam usuários de drogas da região ou catadores de sucata que aproveitam a fragilidade da segurança para furtar e revender os objetos em ferro velho. Um dos funcionários contou que levou dois cachorros para fazer barulho à noite, quando alguém pulasse o muro, mas os animais foram envenenados e morreram na semana passada.

Com muros baixos, a situação mais alarmante é no cemitério Santo Antônio, que não tem porteiro e muito menos câmeras de segurança. Neste domingo (18), os funcionários procuraram a Polícia Civil para registrar o arrombamento da capela central.

Vários túmulos foram violados no local
Vários túmulos foram violados no local
Bandidos quebraram o vidro e tentaram entrar na capela central
Bandidos quebraram o vidro e tentaram entrar na capela central

Mesmo quebrando a vidraça, o  ladrão não conseguiu entrar no local, mas os funcionários não sabem o porquê. “A gente precisa de mais segurança, de rondas constantes da Guarda Municipal para evitar esse tipo de crime”, lamenta um dos servidores.

Compartilha da mesma opinião, a zeladora Maria Adelina, 80 anos. Ela conta que frequenta o cemitério há 45 anos e que o espaço sempre foi alvo de bandidos, mas que era uma vez ou outra. “Hoje o perfil mudou. Antes eram pessoas que furtavam em datas comemorativas, como os Dia das Mães, para comprar presentes. Hoje não, a gente sabe que são usuários de drogas”, lamenta.

O zelador Luiz Antônio Correia, 52 anos, já flagrou situações de suspeitos tentando furtar no cemitério. Para evitar que túmulos sejam violados, ele orienta as famílias a substituir os objetos de bronze por material de porcelana.

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande respondeu que a Guarda Municipal faz rondas no entorno dos cemitérios e que pedirá para a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) reforçar também o policiamento e investigar os casos. Não foi respondido sobre planos de adotar monitoramento eletrônico nos cemitérios.

Por Viviane Oliveira e Rafael Ribeiro

Fonte: Campo Grande News 


Nota do Olhar Animal: Quando cães são explorados para guarda é comum que sejam vítimas deste crime, que visa facilitar o acesso dos criminosos ao objeto a ser furtado. É uma vergonha que seja permitido o uso de animais para segurança, mais ainda considerando-se toda a tecnologia disponível.

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