Lançado projecto de combate ao comércio da vida selvagem em Angola

Lançado projecto de combate ao comércio da vida selvagem em Angola

Um projecto de combate ao comércio ilegal da vida selvagem e ao conflito homem-vida selvagem em Angola foi lançado ontem, em Luanda, pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente.

O projecto, que visa prevenir a extinção de espécies da fauna e flora nativas, combater o comércio ilegal da vida selvagem e reduzir os conflitos entre homens e animais selvagens, vai ser implementado numa área de 12.004 quilómetros quadrados, que inclui o Parque Nacional do Maiombe e a Reserva Natural Integral do Luando.

As acções visam fortalecer a política, o quadro legal e institucional e a capacidade nacional de gestão da vida selvagem, incluindo os conflitos homem-animal, além de combater os crimes contra a vida selvagem e fortalecer a capacidade das agências responsáveis para o controlo da caça ilegal.

O projecto engloba, ainda, acções para desencorajar o comércio ilegal da vida selvagem, conflito homem-animal e degradação do seu habitat. As acções vão envolver as comunidades locais na gestão sustentável da vida selvagem e floresta e efectuar a gestão de conhecimento, monitoramento, avaliação e integração na perspectiva do género.

Em declarações à imprensa, o director do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação, Aristófanes da Cunha, disse que foram seleccionados duas áreas de conservação e uma reserva de espécies endémicas, como a Palanca Negra Gigante, papagaio cinzento, chimpanzé, gorila e elefantes, que se encontram no Parque Nacional do Maiombe.

Aristófanes da Cunha indicou que existe uma série de actividades a concorrer para a redução de práticas nocivas à biodiversidade e apelou a necessidade de buscar outros parceiros, para que haja continuidade das acções previstas no projecto.

O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Goetz Sehrote, garantiu um apoio de quatro milhões de dólares, ao projecto. O montante disponibilizado pelo Fundo Global do Ambiente (GEF), deve ser utilizado em seis anos.

O chefe de Cooperação Operacional da Unidade de Crimes Ambientais, António Lopez, lembra que o principal desafio é combater a caça furtiva, que abrange toda a espécie selvagem. Recordou que a Lei prevê prisão aos infractores.

Por Manuela Gomes 

Fonte: Jornal de Angola / mantida a grafia original

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