Lar geriátrico para pets de Camboriú está resgatando animais idosos do RS

Lar geriátrico para pets de Camboriú está resgatando animais idosos do RS
1 - Tobias veio do sul essa semana. 2 - O Lar Chico Feliz, 3 - Clarissa (D) com a veterinária Fernanda, que dá colo para um idosinho que veio do sul, 4- A idosa Olívia é cega (Divulgação/ChicoFeliz)

O primeiro lar geriátrico para pets de Santa Catarina e segundo do Brasil (o primeiro é de SP) fica em Camboriú.

O Lar Chico Feliz é de Clarissa Knabben, protetora e voluntária pela causa, atuando inclusive na ONG Viva Bicho. Neste momento, o Lar está recebendo cães idosos resgatados das enchentes do Rio Grande do Sul que buscam encontrar um lar para eles ou então ‘apadrinhamento’ para auxílio com os custos.

Clarissa queria auxiliar no resgate de animais no sul, mas não pôde ir e aproveitou sua experiência em resgatar animais na enchente de Balneário Camboriú em 2008. A forma de ajudar seria através da hospedagem no lar geriátrico.

“Os abrigos do RS já estão lotados, fiquei imaginando como estaria a situação lá e se poderíamos trazer alguns para Balneário. Muitos idosinhos, cegos, com problemas, e que eram de famílias que neste momento não conseguem dar o cuidado que precisam, pois estão todos afetados pela situação de lá”, diz.

No começo, Clarissa teve dificuldade de contato, mesmo oferecendo-se para buscar os animais que via sendo divulgados não tinha resposta, mas depois deu certo. Com auxílio de voluntários de Balneário, começou a trazer os cães idosos do RS para o litoral catarinense.

“O foco foi auxiliar os animais mais debilitados. Dava vontade de já trazer 10, mas não foi possível tanto por espaço quanto pelo fato de que são animais custosos, que demandam um cuidado diferente, como também medicação, alimentação assistida”, acrescenta, citando que já assistia outros cinco animais.

Campanha por ajuda e adoção

Por isso, foi criada uma campanha para auxiliar esses animais, com apadrinhamento mensal para os custos – os pets também podem ser adotados, por famílias que entendam que eles demandam cuidado e atenção especial.

Chegaram do sul sete animais, cinco deles já foram apadrinhados (os outros dois chegaram domingo, 26), mas toda ajuda é bem-vinda. Mais pets devem vir do RS para Balneário. Inclusive, as pessoas que quiserem adotar animais que estão nos abrigos gaúchos, também podem entrar em contato com o Chico Feliz. Os voluntários poderão trazer os pets para os novos tutores de Balneário e região.

Entre os flagelados do RS, chegou uma idosa de porte grande, cega, que deve encontrar dificuldade para ser adotada, por isso ela precisa de um auxílio específico.

“O foco do Lar Geriátrico é dar um final de vida digno, como eles merecem. Há também os de porte menor, que podem morar em apartamento, e que podem ser adotados. Esperamos que o pessoal de Balneário se compadeça e nos ajude. Faremos uma entrevista para saber se a pessoa é apta, pois a ideia é conseguir família para eles, e não ficarem no Lar”, conta a protetora.

Para informações sobre como ajudar esses animais ou adotá-los, basta contatar o WhatsApp (47) 99769-5466 ou o Instagram @chicofelizlargeriatricopet.

Saiba mais sobre o Lar Chico Feliz

O lar geriátrico pet é a mesma coisa que um lar geriátrico humano, como explica Clarissa.

A protetora exemplifica com idosos que podem ter doenças como Alzheimer, que demanda um atendimento especializado, e vai para um lar geriátrico onde vai ter os cuidados necessários.

“Essa é a ideia. Nós somos o primeiro lar geriátrico em Santa Catarina. As pessoas às vezes, na correria do dia a dia, trabalham o dia inteiro e estão lá com o cachorrinho idoso. Tem que trocar a fralda, não consegue comer sozinho, cai, não consegue levantar, e a pessoa não tem como ficar cuidando, então aí tem essa possibilidade de estar deixando no lar geriátrico mensalmente, onde vai ter todos esses cuidados. Atendemos também animais com alguma doença crônica ou deficiente, que precisa de um atendimento especial. Trabalhamos com mensalidade, e também hotelzinho, com diária, para quem vai viajar, por exemplo”, completa Clarissa.

Fonte: Página 3