Leões mantidos como pets em Gaza fazem jornada rumo a santuário

Leões mantidos como pets em Gaza fazem jornada rumo a santuário

Zoológico onde viviam foi destruído por bombardeio no ano passado. Palestino comprou filhotes quando eles tinham apenas um mês.

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Há um ano, o morador de Gaza Saed Eldin al-Jamal comprou dois filhotes de leão de apenas um mês de idade de um zoológico que tinha sido atingido por um bombardeio entre o Hamas e Israel.

Depois de terem sido criados durante um ano como animais de estimação, os filhotes estão no começo de uma jornada que os levará até um santuário de vida selvagem na Jordânia.

Nesta sexta-feira (3), os filhotes e sua comitiva ficaram muitas horas presos na fronteira entre Gaza e Israel. Isso porque, quando chegaram à fronteira, o lado de Israel já tinha fechado e os guardas do Hamas – organização islâmica que controla a Faixa de Gaza – não permitiram que o grupo voltasse ao território palestino.

Horas depois, o Hamas finalmente autorizou que os leões voltassem e sua comitiva se instalou, junto com os filhotes, em um hotel de Gaza para esperar a reabertura da fronteira com Israel, no domingo.

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Filhotes tornaram-se atração em campo de refugiados

Al-Jamal comprou os filhotes de um zoológico na cidade de Rafah, em Gaza, depois que o local foi destruído por um bombardeio. Ele disse que os donos do South Jungle Zoo temiam não conseguir comprar carne para alimentar os filhotes enquanto eles crescessem.

O par – a fêmea, Mona, e seu irmão, Max – se tornaram bem conhecidos na faixa costeira da Palestina. Al-Jamal os levava a parques ou à praia, onde as crianças mais corajosas vinham brincar com eles.

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Sua família mantinha os filhotes em uma casa pequena dentro de um campo de refugiados lotado em Rafah, onde eles rapidamente se tornaram uma atração. Muitos visitantes vinham ver os leões brincarem com os filhos e netos de al-Jamal nas ruelas estreitas do campo de refugiados.

Choro e comoção

Mais cedo, nesta sexta-feira, al-Jamal chorou quando entregou os filhotes para Amir Khalil, da organização Four Paws International, que levaria os animais ao santuário na Jordânia.

A ONG vinha tentando convencer al-Jamal a entregar os filhotes havia meses. À medida que o tempo passava e aumentavam as preocupações de que os leões cresceriam muito e poderiam atacar pessoas, al-Kamal concordou em “doar” os filhotes, recebendo cerca de US$ 2.500 em troca.

Antes de a comitiva com os leões partir, o filho de al-Jamal, Ibrahim, caiu em prantos ao se despedir de Mona.

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Khalil disse à Associated Press que os filhotes eram um perigo para a saúde e bem-estar da família de al-Jamal, especialmente as crianças, e que os leões precisavam de um lugar melhor para eles também.

Em setembro passado, Khalil ajudou a enviar leões de Gaza para o mesmo santuário da Jordânia. Na época, eram três leões do zoológico Al-Bisan, em Beit Lahiya.

A maior parte dos animais de Gaza foram levados para dentro do território isolado por túneis ilegais ligando a região ao Egito. Segundo Khalil, há mais de 45 leões em Gaza. eles vivem em zoológicos improvisados e em casas. A maioria é cuidado por pessoas que não tem o preparo adequado para lidar com esse tipo de animal.

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Fonte: G1

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