Libertado por ativistas em protesto, pinguim pode não sobreviver

Libertado por ativistas em protesto, pinguim pode não sobreviver

O animal foi libertado por ativistas.

Por Inês Esparteiro Araújo

Foi libertado por ativistas por pensarem que seria o melhor para o animal, mas o pinguim roubado na África do Sul não consegue sobreviver fora do seu habitat, afirmam os tratadores. Buddy foi ‘libertado’ de um parque marinho sul-africano por dois estudantes, em protesto contra os cativeiros de animais.

Buddy nasceu no parque e os tratadores indicam que o animal não sabe como sobreviver noutro tipo de habitat. Além disso, explicam também que o pinguim pode durar apenas duas semanas, existindo ainda o risco de morrer à fome.

“Ele não vai ter nenhuma ideia do sítio onde está. Felizmente, era um pinguim saudável – na verdade, bastante gordo – o que lhe permite ter reservas para algumas semanas. Contudo, o parque estima que ele não conseguirá sobreviver mais do que três semanas”, disse Bylan Bailey, gerente do Bayworld em Port Elizabeth, cidade na África do Sul

Segundo a CCTV, os dois estudantes conseguiram chegar à piscina do parque e metê-lo dentro de um barco, até o levarem para perto do mar, onde o libertaram. Apesar de não terem más intenções, Bailey explicou à AFP que esta ação pode ter consequências graves.

Fonte: Notícias ao Minuto / mantida a grafia lusitana


Nota do Olhar Animal: Difícil saber se a informação visa apenas desqualificar a ação dos ativistas ou se realmente ele foram inconsequentes e geraram danos ao animal. De qualquer forma, o dano primário foi causado pelo parque, que reproduziu o animal em cativeiro para satisfazer a curiosidade danosa do público e a ambição financeira dos donos do parque. Criar animais para mantê-los em cativeiro é especialmente perverso, pois a manutenção no cativeiro violenta sua natureza e a reintrodução significa enviá-lo despreparado para um verdadeiro holocausto natural, difícil até mesmo para os animais mais aptos.

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