Liminar proíbe queima de fogos em Mongaguá (SP) por afetar animais

Liminar proíbe queima de fogos em Mongaguá (SP) por afetar animais

Fest Show, que começa hoje, pode ser cancelado por ação de ambientalistas, preocupados com a integridade dos animais de parque ecológico.

Por Carlos Ratton

Uma ação civil pública com pedido de liminar (decisão imediata e provisória), impetrada por dois coletivos de ativistas ecológicos — Odeio Rodeio e Onda Vegana — poderá suspender os shows do Mongaguá Fest Show, que começa hoje à noite e vai até o próximo domingo, dia 7, dia de aniversário da Cidade.

O objetivo é transferir o evento do local em que será realizado (quilômetro 313 da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega), que fica próximo do Parque Ecológico, pois o som seria prejudicial à saúde dos animais. “O parque possui um casal de araras vermelhas em reabilitação e outras dezenas de espécies. Haverá shows musicais para um público superior a cinco mil pessoas, a céu aberto, com uso de caixas de som de alta potência e alcance. O barulho, inclusive da movimentação, pode lavá-las à morte”, afirmam os ambientalistas.

Eles informam ainda que os animais estariam em período de acasalamento e que estaria prevista a realização de espetáculos pirotécnicos (fogos de artifício) durante todos os dias, conforme publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em 26 de novembro último, tornando o período ainda mais penoso para todos os animais.

SP Mongagua Fest Show

Gaema

Além da ação promovida pelos ambientalistas, a Prefeitura de Mongaguá está na mira do Ministério Público (MP). Na última segunda-feira, dia 1º, as promotoras Nelisa Olivetti de França Neri de Almeida, Flávia Maria Gonçalves e Almachia Zwarg Acerbi, do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente da Baixada Santista (Gaema), apresentaram recomendações à Administração com relação ao evento.

O Gaema sugere ao prefeito Artur Parada Prócida (PSDB) que não autorize, permita ou tolere fogos de artifício num raio de 10 quilômetros do parque e realize fiscalização para garantir a determinação. E ainda que adote providências para minimizar os ruídos, como colocar o palco de costas para o parque. O Gaema afirma que pode usar medidas administrativas e judiciais para garantir o cumprimento das recomendações e dá 24 horas de prazo para que o prefeito informe se vai adotar, ou não, as medidas.

Prefeitura

Ontem, por telefone, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Mongaguá informou que a queima de fogos prevista já foi cancelada e que o palco já está posicionado da forma que foi recomendada pelo Gaema.

Fonte: Diário do Litoral

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