Liminar que suspende licitação do zoológico do Rio põe animais em risco, diz concessionária

Liminar que suspende licitação do zoológico do Rio põe animais em risco, diz concessionária

A liminar que suspende o edital de licitação, que concedeu ao Grupo Cataratas a gestão e exploração do Jardim Zoológico, foi mantida pela Justiça do Rio nesta quinta-feira. E segundo a concessionária, que já havia iniciado os trabalhos no local, a decisão do judiciário põe em risco as vidas de mais de 1.300 animais. O grupo se manifestou nesta sexta-feira, por meio do gestor José Roberto Scheller Jr. Para ele, a liminar é precipitada.

— Anular a concessão sem apontar uma solução é um ato que coloca em risco a vida de todos os animais. Isto precisa ser discutido urgentemente — afirma José Roberto.

O grupo questiona como o município poderá substituir repentinamente a equipe que hoje cuida do zoológico e dos animais. O efetivo atual, todo vinculado à concessionária, é responsável pelos cuidados diários, que vão desde alimentação, limpeza dos recintos, segurança e tratamento veterinário.

O presidente da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil (SZB), Claudio Maas, também mostrou preocupação com a decisão do Tribunal de Justiça.

— Muito nos preocupa. A SZB espera que a melhor decisão seja tomada prioritariamente em prol dos animais — disse Maas.

A desembargadora Maria Inês da Penha Gaspar foi quem negou o pedido de suspensão da liminar. A presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio manteve a decisão da também desembargadora Marcia Cunha, relatora do processo. Ela se baseou na Lei de Licitações para justificar a decisão. A legislação impede que a concessionária responsável pela elaboração do projeto participe da disputa.


Nota do Olhar Animal: Mais danos causados aos animais se avizinham, além daqueles inerentes à terrível condição de confinamento no zoo. Agora os bichos podem ser vítimas também da burocracia. Se morrerem, acaba ninguém sendo responsabilizado.

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