Monitoramento é feito por especialistas do Laboratório de Ecologia e Conservação da Furg - Divulgação Laboratório EcoMega

Litoral sul do RS registra 120 toninhas encontradas mortas no primeiro semestre do ano

Pesquisadores encontraram, de janeiro a julho deste ano, em todo o Litoral Sul, 120 toninhas mortas, em sua maioria fêmeas adultas. A pesca acidental é o principal motivo para as mortes, pois acontece quando o animal se prende às redes de pesca, o que não é ilegal nesta época do ano.

Na última semana, pesquisadores encontraram três toninhas mortas durante monitoramento na Praia do Mar Grosso, em São José do Norte. A toninha é uma espécie de golfinho que vive o ano inteiro no litoral gaúcho e nos períodos de verão e primavera aparece mais próxima das praias.

— Ainda não sabemos por que a mortalidade de fêmeas é maior no sul do Rio Grande do Sul, em comparação com o norte do Estado. Mas, diversos estudos, realizados por pesquisadores da Furg, identificaram que as toninhas morrem por ficarem presas por acidente nas redes de pesca — afirmou a pesquisadora e bióloga Danielle da Silveira Monteiro.

Semanalmente é feito o monitoramento por especialistas do Laboratório de Ecologia e Conservação da Megafauna Marinha da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). As análises vão do Chuí até a Lagoa do Peixe, entre Tavares e Mostardas.

As causas são investigadas pelo grupo, que busca soluções para diminuir a mortalidade, sem gerar prejuízo para a atividade pesqueira.

— Ninguém jogas as redes para capturar as toninhas. Elas são colocadas para a captura de peixes, mas as toninhas acabam emaranhadas e sem conseguir subir à superfície para respirar, acabam morrendo afogadas — afirmou Danielle.

A orientação para quem encontrar algum animal nas praias é avisar o laboratório da Furg.

Por José FInkler

Fonte: Gaúcha ZH

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