Londrina (PR) realizou 144 castrações de cães e gatos em quase 1 mês

O Programa Municipal de Castração foi reiniciado em 22 de setembro. Desta data até esta quinta-feira (26), a Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou 144 castrações de cães e gatos, além de procedimentos de vermifugação e vacinação.

Esses animais estavam na fila de espera do município e pertencem ao grupo das Organizações Não Governamentais (ONG) de proteção animal regularmente instituídas.

Outros 895 cães e gatos aguardam o atendimento. Os 144 que receberam o serviço estavam cadastrados desde o início do programa.

Segundo a coordenadora de Saúde Ambiental e Zoonoses, da Secretaria Municipal de Saúde, Sandra Oka, a abertura de novos interessados deve ocorrer somente após a castração de todos que estão na fila de espera.

No momento, estão sendo castrados animais classificados entre machos e fêmeas de até 15 kg, de 15 kg a 30 kg e acima de 30 kg. Esses animais pertencem às Organizações Não Governamentais (ONGs), que são o terceiro grupo selecionado. Durante quatro meses, eles receberão os serviços prioritariamente. Após esse período, a castração passará a ser realizada em animais das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, registradas na Secretaria Municipal de Assistência Social e dos acumuladores de animais já constatados pela prefeitura.

Para a execução da castração, vermifugação e chipagem dos animais estão sendo investidos R$ 202.500,00, advindos do Fundo Municipal de Saúde. Com esse valor, a expectativa é ofertar os serviços a cerca de mil animais. “É uma forma de controlar a quantidade de animais e trabalhar a guarda responsável, porque todos os cães e gatos além de serem castrados passam por microchipagem e vermifugação, o que nos ajuda no controle da taxa de natalidade dos animais. É o primeiro passo rumo à conscientização da população”, explicou Sandra.

O contrato atual tem validade até o dia 22 de setembro de 2018, podendo ser renovado por até 60 meses como preconiza a Lei de Licitações. A iniciativa visa diminuir o número de animais de rua na cidade, que atualmente está por volta dos 50 mil, além de ser uma questão de ordem pública evitando a propagação de zoonoses de animais para as pessoas.

A empresa contratada, através de licitação, é a clínica veterinária Clinicão, que atua sob a coordenação e execução da Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS). No primeiro chamamento para a castração, foram realizados 926 procedimentos, de outubro de 2015 a setembro de 2016.

Fonte: Bonde


Nota do Olhar Animal: Alguns, em reação à crítica de que 144 castrações é um número pequeno, dirão “mas é um começo”. Ou ainda “melhor que isso do que nada”. Sobre a primeira afirmação, têm sido bem comum que estes números que são “só o começo” nunca mudem, inércia causada em grande parte pelo conformismo de quem deve cobrar a Prefeitura. Já sobre a alegação de que “melhor isso do que nada”, “isso” e “nada” são praticamente a mesma coisa no que se refere ao controle populacional. A reprodução é geométrica e uma quantidade subdimensionada de castrações revela-se um “enxugamento de gelo”, ainda que para os indivíduos animais que sejam castrados a cirurgia traga benefícios. Programa de castração sério se planeja a partir do dimensionamento (censo), com critérios geográficos, etc. Determinar uma verba sem qualquer estudo prévio pode ter impacto zero no controle populacional. Não conhecemos as ações em Londrina, mas o número de castrações é menor do que as que ocorrem em outros mutirões num único fim de semana. Numa cidade de quase 500 mil habitantes parece bem pouco. Algum planejamento foi feito antes de se iniciarem as castrações? E o preço unitário por castração (cerca de R$200,00) é um valor justo?

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.