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Loretta Scott King e o legado de Martin Luther King Jr.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

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A viúva do líder dos direitos civis assassinado, Martin Luther King Jr., morreu em 30 de janeiro de 2006. Ela devotou sua vida para o legado do seu marido. Uma ativista muito antes de conhecê-lo, ela abraçou uma dieta vegana em 1995 devido à influência de seu filho, Dexter Scott King. Loretta acreditava que promover os direitos dos animais era a próxima “extensão lógica” da filosofia de não-violência de Martin Luther King Jr.

“Ela estava sempre nos advertindo… uma das maneiras em que você pode trazer uma mudança é mudar a si próprio, para que você esteja preparado para liderar as pessoas na direção que elas devem ir. Se suas emoções são tão ruins como aquelas de quem você está lutando, mesmo se sua causa for justa, você se desqualifica de ser eficaz”, o Rev. Al Sharpton disse à CNN.

Rev. Jesse Jackson recontou que quando o marido dela foi assassinado em Memphis em 1968, momentos antes de uma marcha já planejada, a Sra. King organizou o funeral de seu marido, e então “foi para Memphis e terminou a marcha. Ela era uma incondicional lutadora pela liberdade”.

A Sra. King falou “em nome da justiça racial e econômica, dos direitos das mulheres e das crianças, da dignidade de gays e lésbicas, da liberdade religiosa, das necessidades dos pobres e desabrigados, do emprego integral, do cuidado médico, das oportunidades educacionais, do desarmamento nuclear e da sanidade ecológica”, diz a biografia no website do The King Center.

Seu filho Dexter Scott King, que acabou de fazer 45 anos, é um proeminente ativista pelos direitos civis. Ele é atualmente o Presidente e Chefe Executivo do Martin Luther King Jr. Center for Nonviolent Social Change, Inc. (The King Center – Centro pela Mudança Social Não-Violenta), em Atlanta, nos EUA. O Sr. King é membro do conselho de diretores desde 1984. Em 1987 ele foi introduzido ao vegetarianismo pelo comediante e ativista Dick Gregory.

Gregory também não é nenhum estranho na luta contra a injustiça. Ele vem sendo uma influente figura no movimento dos direitos civis por mais de 40 anos e foi um declarado defensor da paz durante a Guerra do Vietnã. Ele também é um entusiasta colaborador da PETA e já gravou duas declarações de serviço público – uma pedindo às pessoas para boicotarem os circos que usam animais no que ele chama de “escravidão moderna”, e a outra uma exposição narrada da crueldade do KFC com as galinhas.

“O veganismo me proporcionou um maior nível de consciência e espiritualidade, primariamente porque a energia associada com a alimentação foi para outras áreas”, Dexter King disse ao Vegetarian Times, em uma entrevista em 1995.

O nome da família de King é praticamente um sinônimo dos princípios da não-violência, e Dexter King acredita que o vegetarianismo é uma extensão lógica dessa filosofia. “Se você é violento consigo mesmo ao colocar coisas dentro do seu corpo que violam seu espírito, será difícil não perpetuar essa violência em outra pessoa”, ele disse.

Durante o Movimento pelos Direitos Civis, Martin Luther King Jr. capturou a atenção da nação americana com seu compromisso pelo método de uma resistência não violenta. De acordo com Dr. King, esta era a única solução que poderia curar o mal da sociedade e criar uma sociedade justa. Em 1959 ele visitou a Índia para estudar a filosofia de não-violência de Mahatma Gandhi.

Se a humanidade é para o progresso, então Gandhi é inevitável. Ele viveu, pensou e agiu inspirado pela visão da humanidade evoluindo para um mundo de paz e harmonia. Nós podemos ignorar Gandhi por nossa própria conta e risco. – Dr. Martin Luther King Jr.

Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos irão um dia viver em uma nação onde eles não serão julgados pela cor de suas peles, mas pelo conteúdo de seus caráteres. Eu tenho um sonho hoje! – Trecho do seu famoso discurso de 28 de agosto de 1963, no Lincoln Memorial, em Washington.

Fonte: Toronto Vegetarian Association

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