Luciano Cunha


Apoio o fim da exploração animal

Eu apoio o fim da exploração animal porque a atitude de se basear na espécie de alguém ou no seu grau de racionalidade para se determinar se esse alguém merece ou não respeito é se basear numa irracionalidade. São critérios totalmente irrelevantes. Alguém precisa de respeito porque é vulnerável a algum tipo de perda. Se existir alguém que seja impossível de se prejudicar, então faria sentido dizer que esse alguém não precisa de respeito. Mas, todo ser senciente (capaz de sensações) é capaz de experimentar o sofrimento e o prazer. Se alguém sofre é prejudicado. Se alguém tem possibilidade de desfrutar de prazer e morre, também é prejudicado. Essas são razões suficientes para se respeitar alguém. Tais capacidades não dependem da espécie da vítima ou do seu grau de racionalidade. Aliás, na maioria das vezes, quanto menor o grau de racionalidade de alguém, mais vulnerável esse alguém está. Isso é uma razão para lhe dar maior proteção (como fazemos com um bebê humano, por exemplo), e não, para assassiná-lo ou torturá-lo, como é feito com os animais não humanos. A exploração sobre os animais não humanos causa morte e sofrimento a literalmente trilhões de seres sencientes anualmente. Acredito que, quanto maior a vulnerabilidade das vítimas; quanto maior o número de vítimas; quanto maior o nível de sofrimento individual de cada vítima e; quanto mais irrelevantes são os critérios que tentam justificar o dano sobre essas vítimas, mais errada uma prática é. É por isso que apoio o fim da exploração animal: ela cumpre todos os requisitos para uma prática ser moralmente hedionda em altíssimo grau. Abolir a exploração animal é um passo importantíssimo para atingir a igual consideração para todos os seres sencientes. 
 
Luciano Carlos Cunha
mestre em Ética e Filosofia Política, músico, Florianópolis, SC

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