Luxemburgo: Duas centenas de pessoas protestam contra caça à baleia nas ilhas Faroé

Luxemburgo: Duas centenas de pessoas protestam contra caça à baleia nas ilhas Faroé

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Duas centenas de pessoas protestaram na sexta-feira contra a caça à baleia nas ilhas Faroé e a detenção de um activista luxemburguês naquela região autónoma da Dinamarca.

Vestidos de negro, os manifestantes encheram a rua em frente ao Consulado da Dinamarca, exibindo cartazes com frases como “há algo de podre no Estado da Dinamarca”, uma referência à famosa frase de “Hamlet”, de Shakespeare, ou “compaixão não é crime”.

Recordando a detenção de seis activistas da organização não governamental Sea Shepherd a 23 de Julho, quando tentavam impedir a matança de centenas de baleias-piloto, a responsável da ONG no Luxemburgo apelou ao fim do controverso ritual que se repete todos os anos no Verão nas ilhas dinamarquesas.

“Estamos aqui para dizer às ilhas Faroé para acabarem com esta tradição sangrenta. Isto tem de acabar”, apelou a responsável, Yasmine Hémès, sublinhando que só no dia da detenção do jovem luxemburguês Kevin Schiltz, foram mortas 250 baleias.

A maioria das 200 pessoas que se juntaram ao protesto não são membros da Sea Shepherd, mas quiseram demonstrar solidariedade com a causa da ONG. Uma mãe levou mesmo os dois filhos menores à manifestação pacífica.

“Não podemos ficar em casa e não ter interesse nas coisas, temos de tomar uma posição. Tento ensinar isto aos meus filhos”, disse.

Kevin Schiltz, o jovem luxemburguês detido quando patrulhava a costa das ilhas Faroé pelo segundo ano consecutivo como voluntário da Sea Shepherd, foi deportado na sexta-feira, depois de ter sido condenado a pagar uma coima de 670 euros ou a cumprir oito dias de prisão.

Durante a caça à baleia, que ocorre em vários pontos das Ilhas Faroé, centenas de cetáceos são conduzidos por barcos para uma baía, onde são mortos por pescadores. Uma prática denunciada por activistas ambientais, que todos os anos patrulham a costa para tentar impedir a morte dos animais.

Este ano, foram mortas 490 baleias durante o ritual, segundo dados da Sea Shepherd.

Fonte: Luxemburger Wort / mantida a grafia lusitana original

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