Macaco bugio desperta a atenção de vizinhança em Criciúma, SC

Macaco bugio desperta a atenção de vizinhança em Criciúma, SC

Por Lariane Cagnini

Um vizinho diferente tem chamado a atenção dos moradores do bairro São Simão, em Criciúma. Um macaco bugio tem aparecido com frequência nos pátios, ruas e calçadas, comportamento nunca antes visto nas redondezas. Na semana passada, ele foi flagrado enquanto perseguia uma motocicleta, cena curiosa e que logo tomou conta das redes sociais.

A aposentada Bárbara Sagaletti, 64 anos, quase não acreditou quando o esposo e a neta a chamaram para ver quem estava no pátio. Chiquinho, como eles apelidaram o macaco, passeou um pouco, comeu uma banana e foi para as árvores. Ele reapareceu outros dias e foi visto pela última vez no sábado.

— Moro aqui há 40 anos e nunca tinha visto. Ficou por aqui uns dois, três dias, foi atrás da moto. Ele anda bem no meio da estrada e parece bem mansinho, dá até vontade de pegar como bichinho para a gente — comenta a dona de casa.

A Polícia Militar Ambiental não recomenda alimentar o animal. O cabo Edil Bernardino Alves e outros dois colegas, que monitoraram a região na tarde desta terça-feira, têm alertado a população sobre o hábito de oferecer comida aos animais silvestres.

— Ele está no habitat natural dele, que é a mata, então não tem a necessidade de retirá-lo daí. Se for um animal doente ou muito velho e que apresente algum problema, aí sim é feita uma operação para capturá-lo. Um apelo que a gente faz é que os moradores não ofereçam alimentos, pois isso pode prejudicar a sobrevivência dele na natureza — explica Alves.

No dia em que foi filmado perseguindo a motocicleta, o bugio chamou a atenção dos moradores pela calma como caminhava pela rua, sem se assustar com o grito das crianças nem com os barulhos. Esse comportamento pode indicar que o animal tenha sido criado em cativeiro e abandonado, segundo o professor de Ciências Biológicas da Unesc, Fernando Machado.

— No meu ver, a hipótese mais forte é que ele era um animal de cativeiro e alguém tenha o soltado na região. Ele está acostumado com pessoas, não consegue viver no ambiente natural e está procurando comida. Pelos vídeos e fotos que eu vi, de ângulos diferentes, nenhuma característica indica que ele seja doente ou velho, e essa situação de andar no chão é totalmente atípica — revela o professor.

Fonte: DC

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