Macaco-prego morre após sofrer descarga elétrica na zona sul do Rio

Macaco-prego morre após sofrer descarga elétrica na zona sul do Rio

Um macaco-prego morreu após sofrer uma descarga elétrica em uma fiação no Jardim Botânico, na zona sul do Rio, no último sábado (15). Ele chegou a receber atendimento médico no Instituto Vida Livre, mas não resistiu.

VÍDEO: Macaco-prego morre após sofrer descarga elétrica no Rio

Inicialmente ele foi socorrido por uma equipe que fica no Jardim Botânico, e depois levado para o Instituto, onde passou horas sendo cuidado. O animal tinha ferimentos de queimadura por todo o corpo.

Defensores da causa animal pedem mais rigor na investigação de casos como esse. A queixa foi registrada na 15ª DP (Gávea) contra a empresa Light.

O caso foi registrado como maus-tratos a animais, e os protetores defendem que como a situação é recorrente, a investigação deve abranger a esfera criminal.

Sessenta e sete animais morreram em acidentes no RJ envolvendo fiação em 2022 e muitos outros ficam com sequelas. O mais comum é o choque elétrico.

Um projeto de lei do deputado federal Marcelo Queiroz (PP-RJ) exige adaptações e melhorias nas redes elétricas e quer responsabilizar empresas pelo custeio de resgate e tratamento dos animais feridos.

Os defensores dizem ainda que há um grave risco para os animais por causa da falta de manutenção adequada.

Questionada, a Light disse que acredita na importância de zelar pela preservação do meio ambiente e prevenir riscos de eletrocussão de animais silvestres. E que para isso realiza poda de árvores para afastar os animais da rede elétrica e toma outras medidas (veja abaixo a nota completa).

Nota da Light

“A Light acredita na importância de zelar pela preservação do meio ambiente e prevenir o risco de eletrocussão de animais silvestres. Para isso, a companhia realiza planos cíclicos de poda de árvores, o que afasta os animais da rede elétrica – anualmente são podadas mais de 60 mil árvores na cidade do Rio e 150 mil árvores na sua área de concessão.

Também são implementados, estrategicamente, protetores e mantas para minimizar o contato direto com pontos energizados da rede. Em pontos mais sensíveis, onde há maior incidência de animais silvestres, os condutores de média tensão possuem revestimento, ou seja, estão protegidos quanto ao contato direto com o condutor energizado e os circuitos são inspecionados anualmente a fim de levantar fragilidades e possíveis defeitos.”

Caso Marcelinho

Macaco Marcelinho se acidentou em 2022 — Foto: Reprodução
Macaco Marcelinho se acidentou em 2022 — Foto: Reprodução

Marcelinho é um macaco-prego que vive no Instituto Vida Livre desde setembro de 2022, quando se acidentou em uma das fiações da Light.

Ele perdeu os braços e hoje já não pode ser reintegrado na natureza.

Os cuidadores dele denunciam que a situação é um descaso da Light, pois a empresa não ajudou no tratamento, sequer deu alguma resolução ao caso.

“Se o Marcelinho fosse uma geladeira que queimasse num pico de energia, o dono seria ressarcido. É um absurdo e uma vergonha que o país que tem a maior biodiversidade do planeta não disponha de uma legislação que obrigue as empresas a se responsabilizarem pelos prejuízos que causam à fauna”, denuncia a ativista Roberta Sudbrack.

Por Bia Rónai

Fonte: g1


Nota do Olhar Animal: As empresas de energia elétrica precisam começar a ser responsabilizadas nessas situações. Já existe tecnologia suficiente para evitar a mortandade de animais por estas descargas elétricas.

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