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Maceió: Moradores do São Jorge denunciam maus-tratos contra animais na região

Grupo chegou a protestar e registrou B.O com denúncia sobre o caso. É o 2º registro de crime contra animais em menos de um mês em Maceió.

Por Natália Souza

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Maus-tratos contra cães e gatos em um condomínio residencial localizado da Avenida José Airton Gondim Lamenha, no bairro São Jorge, em Maceió, vêm mobilizando um grupo de moradores da região e integrantes do grupo Voluntários em Prol dos Animais Abandonados de Maceió (VPAMA). Segundo eles, crimes contra os animais são constantes, mas a “gota d’água” foi o sumiço de um cachorro de rua chamado Caramelo.

Na noite do sábado (6), o grupo com cerca de 30 pessoas, incluindo crianças e adolescentes, protestou na avenida, em frente ao Residencial Costa Norte, e registrou um boletim de ocorrências denunciando os casos à Polícia Militar. Segurando cartazes com frases em defesa dos animais, os manifestantes afirmaram à reportagem do G1 que os moradores do residencial agridem e torturam animais que consideram incômodos.

“Eles fazem isso constantemente. O problema é que muita gente abandona bichos aqui na região, então eles acabam perambulando e às vezes entram no prédio, pois algumas pessoas dão comida, mas outras pessoas maltratam eles, colocam veneno para os bichos comerem. É um absurdo! Até umas crianças urinaram em uns gatinhos recém-nascidos que estavam no prédio”, contou Meysiu Chen.

“A última maldade deles foi com um cachorro vira-lata chamado Caramelo. Ele era um pouco agressivo por causa dos maus-tratos e os moradores se reuniram com a administração do residencial para achar uma solução para o caso. Eles pegaram uma corda, asfixiaram o cachorro, colocaram dentro da mala e até hoje ele está sumido. Nós achamos que ele está morto”, completou.

Meysiu teme que outros bichos sofram as mesmas agressões. “Eles dizem para quem quiser ouvir que vão fazer o mesmo com os outros animais que entrarem no prédio. Isso é um crime ambiental”, afirma.

O porteiro do residencial informou a reportagem do G1 que quem responde pelo residencial é a empresa administradora Fontes. A equipe tentou entrar em contato com representantes da empresa, mas as ligações não foram atendidas.

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Envenenamento no Village Campestre

Este é o segundo caso registrado de maus-tratos contra animais em menos de um mês, em Maceió. Em novembro, a Polícia Civil de Alagoas começou a investigar a morte de cinco cães que moravam em um abrigo do projeto Acolher, que foram vítimas de envenenamento, no Village Campestre II.

Segundo o delegado Guilerme Silero, que preside o inquérito, caso seja identificado, o culpado deve responder por maus-tratos e crime de dano, podendo pegar até dois anos de prisão por cada animal que morreu.

Fonte: G1

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