Mais de 20 gatos circulam nos escombros do Museu Nacional sem previsão de resgate, diz Prefeitura do Rio de Janeiro

Mais de 20 gatos circulam nos escombros do Museu Nacional sem previsão de resgate, diz Prefeitura do Rio de Janeiro

Cerca de 20 gatos que circulam nos escombros do Museu Nacional  após incêndio  ainda não foram resgatados, segundo a Subsecretaria de Bem-Estar Animal do Rio de Janeiro (Subem).

Na manhã desta terça-feira (11), a Subem e a Comissão de Direitos dos Animais da Câmara Municipal foram ao local para realizar uma ação de resgate e alimentação dos animais. No entanto, o diretor geral do Museu Nacional, Alexander Kellner, informou que a falta de uma autorização da Polícia Federal impossibilita a atuação dos órgãos municipais.

Kellner ressaltou a ausência da Prefeitura do Rio para acordar com a Polícia Federal e com a direção do museu estratégias para resolver a questão dos animais que vivem na Quinta da Boa Vista e dentro do Museu Nacional.

“É uma questão de segurança porque não podemos colocar nem as pessoas nem os gatos em risco. Eles (Agentes da Subem e da Câmara) não têm autorização da PF e queriam alimentar os gatos alí, o que vai dificultar que eles deixem a área interditada. Aproveito inclusive para convidar o senhor prefeito Marcelo Crivella para marcar uma renião conosco, que já estamos tentando agendar há meses, para resolver inclusive outras questões além dessa”, criticou o diretor do museu.

No entanto, segundo o subsecretário Roberto de Paula, os gatos estão em condições de sobrevivência muito escassas em meio à fuligem e precisariam ser resgatados o quanto antes.

“Os animais estão com dificuldade de se alimentar e com a saúde comprometida. Queremos o bem-estar animal. Não entramos na área interdiada, mas se colocamos ração, eles vêm ao nosso encontro e conseguimos resgatá-los. Como colônias precisam ser mantidas onde vivem, o ideal é resgatarmos para castrar também e devolvê-los à Quinta da Boa Vista, que é o habitat natural deles”.

O presidente da Subem também alertou para as possibilidades de fezes e urina dos gatos contaminarem obras que ainda possam estar soterradas.

“Há trabalhos de proteção animal no entorno do museu já há anos, mas precisamos ter diálogo com a direção do museu para remanejarmos os mais de 20 gatos que estão alí para outro ponto. Fezes e urina deles podem comprometer o trabalho de reconstrução, de análise de cientistas, mas para evitar isso, precisam deixar nós fazermos o nosso trabalho”, ponderou.

No dia 7 de setembro, a Comissão de Defesa dos Animais da Câmara de Vereadores do Rio anunciou uma  campanha de doação dos gatos que sobreviveram ao incêndio, que acontecerá no dia 23 deste mês, na Quinta da Boa Vista, das 10h às 17h.

Museu Nacional foi destruído por incêndio no domingo (3) (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

Fonte: G1