Mais de 250 elefantes serão transferidos para parque no Malawi

Mais de 250 elefantes serão transferidos para parque no Malawi
Nesta foto de arquivo tirada em 23 de novembro de 2021, Gandhi, um elefante asiático de 52 anos, come no Elephant Haven European Elephant Sanctuary (EHEES), em Bussiere-Galant Foto (Philippe LOPEZ/AFP)

Cerca de 250 elefantes serão transferidos até o final de julho para o Parque Nacional Kasungu, no Malawi, onde a espécie passou de 1.200 espécimes para cerca de 50, praticamente desaparecendo, devido à caça furtiva de marfim.

“A caça furtiva diminuiu e o número de elefantes aumentou, e já existem 120 elefantes. Mas a população ainda é muito baixa para ser viável. A introdução de mais 250 elefantes vai mudar esse cenário”, afirmou Patricio Ndadzela, do Fundo Internacional para a Proteção dos Animais (IFAW) no Malawi.

Os paquidermes serão transferidos do Parque Nacional de Liwonde, a mais de 350 km ao sul, entre 27 de junho e 29 de julho.

Nesse parque nacional de Liwonde, a caça furtiva praticamente desapareceu e os elefantes estão agora em superpopulação.

Outros animais também serão transferidos, como búfalos, impalas e javalis.

Em 2016 e 2017, 520 elefantes foram deslocados do parque Liwonde para aliviar a pressão em seu habitat e reduzir os conflitos com humanos.

“O número de elefantes aumenta, o que pressiona os recursos naturais do parque e cria situações de conflito com as comunidades locais”, apontou a African Parks, uma organização de proteção à natureza, no mesmo comunicado.

O Malawi é o lar de cerca de 2.000 elefantes. O sul da África reúne 70% da população do continente.

Alguns países da região, como o Zimbábue, onde a população de elefantes aumentou e elevou o índice de acidentes fatais com humanos, exigem o levantamento da proibição global do comércio de marfim.

Fonte: DomTotal/ mantida a grafia lusitana original


Nota do Olhar Animal: Os elefantes serão transferidos para uma área onde outros foram dizimados por caçadores. O que impedirá uma nova matança dos animais? A matéria não diz e fica a impressão de que a transferência acabará por alimentar a “indústria” da caça.

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