Mais de 400 cavalos que estavam desnutridos e maltratados foram resgatados na Argentina

Mais de 400 cavalos que estavam desnutridos e maltratados foram resgatados na Argentina

São 420 cavalos, e a maioria apresentava sinais de desnutrição. Estavam em um terreno de Ezeiza, na Argentina, e foram resgatados pela equipe da Polícia da Província, depois que uma ONG denunciou que os animais estavam em cativeiro e maltratados.

A operação, conforme publicou o Clarín, começou no último dia 21 e durou alguns dias. Essas mesmas fontes explicaram que a investigação, que caiu na Unidade Fiscal de Investigação (UFI) nº 1 de Ezeiza, sob responsabilidade da fiscal María Eugenia Garrido, procurará determinar como os cavalos chegaram até lá.

Até agora, fontes judiciais disseram que há duas pessoas identificadas: pai e filho, donos do terreno. A causa investiga o não cumprimento da chamada “Lei Sarmiento”, que sanciona maus-tratos a animais com penas que podem resultar em prisão.

Além dos mais de 400 cavalos que foram resgatados, nesse mesmo local encontraram 25 cavalos mortos. Conforme descreveram fontes do caso, entre os que foram resgatados há alguns em grave estado de saúde, e a prioridade é sua recuperação. As fontes indicaram que a área de Zoonoses do Município de Ezeiza poderia dispor do destino dos animais.

O local onde ocorreu a operação, ao lado da rota 52 e na localidade de Tristán Suárez, possui 460 hectares. Foram ao local funcionários da Superintendência de Segurança Rural, do Esquadrão de Cavalaria de La Matanza e da Direção de Veterinária da Polícia provincial.

A investigação começou depois de uma ONG ter denunciado o estado “deplorável” (conforme descrevem fontes policiais) no qual se encontravam vários cavalos e, inclusive, a presença de exemplares mortos. Um mandado de busca emitido pela UFI 1 foi o que permitiu o acesso aos animais.

“Ativistas da região viram animais mortos desde a rodovia e alertaram as distintas organizações de proteção animal: assim surgiu a denúncia formal. Conseguiram retirar os animais que agonizavam e tentaram cuidar dos que estavam em pior estado: fomos cerca de trinta ativistas de quatro ONGs”, conta Emiliano, que faz parte da Fundação Amora, que luta pelos direitos dos animais.

Os ativistas, junto com os bombeiros voluntários da região, trabalharam de forma conjunta para dar assistência aos animais no primeiro momento. “Neste momento os animais estão sob custódia da justiça: temos que fazer um inventário, ver em que situação de saúde está cada um deles e determinar sua origem. O dono do campo é um ladrão de animais, se dedica ao roubo de cavalos que logo vende para abate ou para puxar carroças”, resume Elimiano.

Conforme fontes policiais, os campos estão sendo rastreados para verificar se há outras manadas de cavalos que devam ser resgatadas. Essas mesmas fontes confirmaram que integrantes do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agropecuária (SENASA) determinaram que o local não possui licença sanitária para alojamento e criação de animais.

Em seu perfil do Instagram, a Fundação Amora denunciou publicamente no último dia 28 que em um terreno em Ezeiza “não nos deixam tirar os cavalos vivos” e pedia a colaboração de fiscais, juízes e veterinários.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: Nuevo Diario

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