Mais de 90 animais são abatidos por ingerirem alimento proibido em RO

Mais de 90 animais são abatidos por ingerirem alimento proibido em RO

Gado foi alimentado com produtos de origem animal em Costa Marques. Alimento é proibido porque o gado pode desenvolver o mal da ‘Vaca Louca’.

Por Pâmela Fernandes

Um produtor de Costa Marques (RO) foi multado e teve que abater 93 cabeças de gado por ter dado alimento proibido aos animais. Os animais teriam sido alimentados com farinha de ossos, o que é ilegal, já que a alimentação de origem animal pode transmitir o mal da ‘vaca louca’. O caso foi divulgado pela no início desta semana, após determinação da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (IDARON).

A equipe da Idaron suspeitou que um proprietário estaria usando alimentos de origem animal para alimentar o próprio gado. A Supervisão Regional de São Francisco do Guaporé investigou o caso no mês de agosto e descobriu que o proprietário fabricava farinha de ossos de forma artesanal e misturava à ração que era dada ao gado.

Foram colhidas amostras dos alimentos e enviadas ao Laboratório Nacional de Agropecuário do MAPA (LANGRO-PA) para serem analisados. O resultado das análises ficou pronto e foi constatado que o alimento possuía ‘ossos não calcinados’. Os animais que tiveram acesso ao alimento foram isolados e o trânsito de bovinos na propriedade foi proibido.

No dia 17 de setembro, os mais de 90 animais foram abatidos em um frigorífico de Alvorada do Oeste e o produtor foi multado em R$ 142.034,25. Os órgãos que ofereciam risco de contaminação foram destruídos e, depois de avaliada, a carne dos animais foi liberada para o consumo.

De acordo com a Idaron, mais de mil fiscalizações em propriedades que praticam a suplementação alimentar já aconteceram desde 2005. Apenas nos últimos quatro anos, mais de 500 animais foram sacrificados ou abatidos por ingerirem alimentos de origem animal.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: Mais mortes para a conta de quem consome e financia a produção de produtos de origem animal. Além dos animais abatidos para consumo, há os mortos por questões sanitárias, por conta do preço baixo para a venda e a falta de condições de mantê-los. Há também o abate de animais selvagens por serem predadores de animais “de fazenda”… e por aí vai.

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