Mais mortes de macacos são notificadas na Zona da Mata, MG

Mais três municípios notificaram epizootias, que são a morte ou doença de macacos, na Zona da Mata, conforme boletim divulgado pelo Estado nesta segunda-feira (13). Rumores foram registrados em Rio Novo e em Belmiro Braga e um caso entrou em investigação em Ewbank da Câmara. Além desses, outras duas mortes em Juiz de Fora foram comunicadas à Secretaria de Estado de Saúde. Divino foi a primeira cidade da região a ter uma morte de macaco por febre amarela confirmada.

As Secretarias de Saúde de Rio Novo e Juiz de Fora informaram que cumpriram o protocolo do Ministério da Saúde e que população não deve entrar em pânico. O G1 tentou contato com as Prefeituras de Divino, Ewbank da Câmara e Belmiro Braga, mas as ligações ainda não foram atendidas.

Além disso, dois casos suspeitos de febre amarela em humanos estão em investigação em Espera Feliz e outro em Orizânia, cidades pertencentes à região da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Manhumirim.

Dos 991 casos notificados em 75 municípios até o momento, 169 casos em 75 cidades evoluíram para óbito, dos quais 69 foram confirmados para febre amarela. Na maioria dos  casos suspeitos, os sintomas começaram entre 8 e 14 de janeiro de 2017.

Morte de macacos

No Estado, são 65 municípios com epizootias. Outras 96 cidades notificaram rumores, quando o animal é encontrado morto e não é possível coletar material para o exame que diagnosticaria a causa da morte, e outros 27 estão em investigação.

Entre eles, estão em investigação o caso em Conselheiro Lafaiete e há um rumor registrado em Cristiano Otoni, que pertencem à GRS de Barbacena.

Em Juiz de Fora, a Secretaria de Saúde notificou a Secretaria de Estado de Saúde na semana passada sobre outros dois casos de mortes de macacos. Os animais foram recolhidos, e os materiais coletados e enviados para exame em Belo Horizonte.

Em nota, a pasta informou que um dos micos foi encontrado em reserva ecológica, em área rural da cidade. Funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) avisaram ao Departamento de Vigilância Epidemiológica, que enviou equipe ao local para tomar medidas preventivas, como pesquisa na mata e orientação aos moradores sobre atualização do cartão vacinal. Não foram encontrados outros animais mortos na mesma região.

Conforme a Secretaria de Saúde, um segundo mico foi encontrado na área do estacionamento da Catedral Metropolitana, no Centro. O animal apresentava múltiplas lesões pelo corpo, como fratura na mandíbula, perda de dentes e clavícula exposta, indicando provável atropelamento ou espancamento. Como vários vivem na área urbana e circulam através da fiação elétrica e as árvores no trecho entre o Parque Halfeld e a Catedral, a nota ressaltou que são comuns acidentes deste tipo.

O Departamento de Vigilância Epidemiológica reforçou que, neste período de incidência de casos de febre amarela em outros locais do Estado, é orientação da Secretaria de Estado da Saúde que todo animal encontrado morto seja enviado para exame, como medida preventiva.

O departamento destacou que as pessoas não devem matar os animais, uma vez que eles são fundamentais para o alerta epidemiológico, porque não transmitem a febre amarela, mas são vítima da doença antes do homem. Ainda reiterou o posicionamento de que Juiz de Fora continua em situação epidemiológica segura.

Rio Novo

A Secretaria de Saúde de Rio Novo informou ao G1 que o macaco foi encontrado morto às margens de um córrego no distrito de povoado dos Netos. Os moradores comunicaram e uma equipe recolheu o animal e tomou as providências conforme as orientações da Gerência Regional de Saúde (GRS).

Nesta semana, a Secretaria irá realizar uma campanha de busca ativa nos distritos para vacinar quem tem pendência e orientar os moradores. A cidade não tem casos suspeitos. Moradores que tiverem dúvidas ou forem viajar para áreas de risco devem procurar o posto de saúde na Rua Ruth Mascarenhas, no Centro, para serem orientados.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: Lamentável que não se busque proteger desta epidemia também os macacos e que sejam explorados como “alerta epidemiológico”. A ética passa longe das ações de saúde pública.

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