Mais um animal de estimação é envenenado e morto no bairro Funcionários, em Itabirito, MG

Mais um animal de estimação é envenenado e morto no bairro Funcionários, em Itabirito, MG
Joaquim e Bebeu, mortos por envenenamento - Foto: Divulgação

Em 12/5, foi o cãozinho Joaquim que foi covardemente envenenado e acabou morrendo. Agora, mais exatamente em 10/6, foi a vez da gata Bebel – morta da mesma forma.

Bebel não era de rua. A gata começou a passar mal por volta das 21h30. “A gente tentou salvá-la, dando óleo e leite para cortar o efeito do veneno”, disse a tutora da felina por meio de mensagem.

Veja imagens de Bebeu.

Moradores do bairro, que respeitam os animais domésticos/comunitários, estão assustados. O temor é que os crimes continuem.

Os protetores dos animais recebem reclamações de outros moradores. Lixos são rasgados, há algum risco para galinhas, passarinhos etc. Todavia, existe um morador, em específico, que a desconfiança recai sobre ele de forma mais veemente. Mas, infelizmente, não há certeza absoluta a respeito da identidade do criminoso.

Joaquim era o mais bonzinho de todos os cães comunitários do bairro – Foto: Divulgação
Joaquim era o mais bonzinho de todos os cães comunitários do bairro – Foto: Divulgação

Castração

“Nós, apoiadores da causa animal, arcamos financeiramente e psicologicamente com a irresponsabilidade de seres humanos que não castram ou que abandonam seus animais. Às vezes, um vizinho acha ruim um cachorro de rua ser alimentado. Mas ele tem de saber que esse animal não ‘brotou de um asfalto, de uma pedra ou do meio-fio’. Ele está ali porque um ser humano não quis ele mais. Com certeza, a mãe (do animal) não foi castrada. E é mais fácil jogar na rua (…). Existe um canil municipal, mas esse canil não pode ser tratado como um local de descarte de animais para que eles morram. O canil serve mais para animais em situação de risco (…). A Prefeitura, por exemplo, oferece a castração e algumas pessoas, já me disseram, se sentem humilhadas por ter de assistir a uma palestra sobre posse responsável. Não é humilhação, e sim aprendizado!”, desabafou Elizany Oliveira, uma das protetoras, que atualmente cuida (com outros vizinhos) de dois cães comunitários. Eram três, mas Joca (como Joaquim era conhecido) foi assassinado, como já mencionado neste texto.

“Tem gente que me pergunta porque eu não coloco esses cães para dentro de minha casa. Respondo que já tenho seis cães. E os cães comunitários tem o costume da rua. Eles sempre vão querer sair”, justificou Elizany, que repudia ideia de comprar um cão ou gato. Para ela, o mais correto é adotar.

Crime

Segundo a Agência Senado, a Lei 14.064, sancionada em 2020, aumentou a pena para quem maltratar cães e gatos.

A prática de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação dos bichos de estimação, segundo a atual lei, deve ser punida com reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda. Há agravante de um sexto a um terço da pena se o crime causar a morte do animal.

Em tempo: os cães comunitários do bairro Funcionários são bem tratados, vacinados, queridos por muitos e nunca morderam ninguém. E dias antes de morrer, Joaquim foi cortado, provavelmente, com um estilete, faca ou canivete.

Ferimentos que “apareceram” em Joaquim – Foto: Divulgação
Ferimentos que “apareceram” em Joaquim – Foto: Divulgação

Por Romeu Arcanjo

Fonte: Radar Geral

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